Muitos executivos não entendem
Em 2010, LeBron James era o profissional mais disputado do basquete mundial. Aos 25 anos, já era considerado o melhor jogador da NBA e tinha diante de si ofertas capazes de mudar o destino de qualquer franquia. A pergunta que dominava jornais, programas esportivos e conversas de torcedores era simples: para qual equipe LeBron iria?
Mas a decisão que mudou sua carreira envolvia uma pergunta diferente.
LeBron não estava preocupado apenas com o próprio contrato. Ele estava preocupado com quem dividiria a quadra.
Naquele período, ele e outros dois dos maiores talentos da NBA, Dwyane Wade e Chris Bosh, passaram a discutir a possibilidade de jogarem juntos. A ideia era ousada. Em vez de cada um seguir seu caminho como principal estrela de uma equipe diferente, os três decidiram reunir forças no Miami Heat. A operação exigiu planejamento, ajustes financeiros e uma reorganização completa do elenco para que o clube pudesse acomodar três dos jogadores mais valorizados do mundo.
O que chamou a atenção não foi apenas a transferência de LeBron. O que chamou a atenção foi o fato de que um atleta que poderia escolher qualquer destino para brilhar sozinho preferiu fazer parte de um projeto coletivo. Ele compreendeu que, por maior que fosse seu talento, existia uma diferença entre ser a principal estrela da liga e construir uma equipe capaz de conquistar campeonatos.
Na época, muitos enxergaram apenas os contratos. Outros enxergaram apenas o espetáculo. Com o passar dos anos, porém, ficou evidente que havia uma lição mais profunda naquele movimento.
LeBron entendeu algo que o mundo corporativo frequentemente esquece: os resultados mais importantes raramente são produzidos por uma única pessoa.
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