Do litoral ao sul do estado: regularização de imóveis abre nova onda de oportunidades em SC
Um dos endereços mais valorizados de Santa Catarina acaba de ganhar uma notícia que interessa a qualquer pessoa que compra, vende ou investe em imóveis. No fim de junho, a Prefeitura de Itajaí iniciou a entrega dos primeiros títulos de propriedade aos moradores do Núcleo Nova Divineia, na Praia Brava, encerrando uma espera de quase 40 anos. Imóveis que antes existiam apenas "de fato" agora têm dono no papel — e isso muda tudo.
Na prática, o que a REURB (Regularização Fundiária Urbana) fez ali foi destravar patrimônio. Um imóvel sem matrícula não pode ser financiado, não serve de garantia no banco e vale menos na hora da venda. Com o título em mãos, esses mesmos imóveis passam a valer mais, a circular no mercado e a gerar crédito para seus proprietários. Em uma região com um dos metros quadrados mais caros do estado, o impacto financeiro é imediato.
E o movimento não é exclusividade do litoral. No sul do estado, Braço do Norte regularizou recentemente dezenas de propriedades que estavam na informalidade — e a fila local é ainda maior: o município projeta levar a regularização a cerca de 1.800 lotes via REURB. Lages seguiu o mesmo caminho e entregou escrituras a 72 famílias que esperavam há décadas. Cada núcleo regularizado significa mais imóveis aptos a entrar no mercado formal, mais segurança nas transações e menos risco jurídico para quem compra — exatamente o ambiente que o investidor procura.
E aqui vai o ponto que poucos enxergam: quem tem um imóvel irregular hoje está, literalmente, deixando dinheiro na mesa. Regularizar não é burocracia, é valorização. O mercado catarinense é um dos mercados imobiliários mais valorizados do país. Recebemos novos moradores todos os dias e o déficit habitacional, que é uma realidade em todas as regiões, transforma-se em uma grande oportunidade econômica para quem possui um imóvel regular.
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