Florianópolis – Mais de 95% dos municípios catarinenses já realizaram ações preventivas para enfrentar o período mais chuvoso do ano, compreendido entre os meses de setembro e novembro. A mobilização integra a Operação Primavera 2026, iniciativa da Defesa Civil de Santa Catarina que engaja as prefeituras em obras de drenagem, contenção, limpeza de rios e bueiros, além da poda de árvores.
Segundo levantamento do órgão estadual, 2.885 ações preventivas foram executadas, beneficiando cerca de 4 milhões de pessoas. Do total de intervenções registradas pelas administrações municipais, destacam-se 519 limpezas de córregos e 443 limpezas de sistemas de drenagem, seguidas por 305 obras de drenagem urbana.
Articulação e impactos do El Niño
Os dados evidenciam o avanço da cooperação entre o governo do estado e as prefeituras. A articulação ganha maior relevância nesta estação devido à atuação de um fenômeno El Niño de forte intensidade, que aquece as águas do Oceano Pacífico e tende a intensificar o volume de chuvas na Região Sul do Brasil.
"Essas intervenções permitem melhorar o funcionamento dos sistemas de drenagem, reduzir fatores de risco e ampliar a capacidade de resposta dos municípios diante de possíveis eventos hidrometeorológicos típicos da estação", destaca o secretário da Defesa Civil, coronel BM Fabiano de Souza.
Atuação integrada e treinamento
A Operação Primavera funciona de forma compartilhada: enquanto as prefeituras executam os trabalhos em campo nas áreas críticas, a Defesa Civil estadual coordena e concede apoio técnico por meio do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SIEPDEC).
O gerente de Operações da Defesa Civil de SC, coronel Aldrin Silva de Souza, explica que a integração é intermediada pelas Coordenadorias Regionais (COREDEC), que acionam os Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) e aplicam a metodologia do Sistema de Comando em Operações (SCO) para padronizar o trabalho.
As frentes de trabalho contemplam três eixos principais: limpeza e desobstrução de cursos d’água; manutenção de bueiros, valas e galerias pluviais; e manejo da vegetação urbana. O plano prevê ainda capacitações locais para resposta prévia a emergências e o monitoramento em tempo real dos alertas meteorológicos expedidos pelo Estado.
