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Sábado, 17 de Outubro 2026
Braço do Norte

Caso de denúncias de racismo e xenofobia repercute em Braço do Norte

Assistente social e pedagoga Maiara Diamantino relata ofensas nas redes sociais e registra ocorrência; empresário Rogério DalBelo divulga nota contestando as acusações

ContextoSC
Por ContextoSC
Caso de denúncias de racismo e xenofobia repercute em Braço do Norte
Arquivo Pessoal/Maiara Diamantina
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Braço do Norte - Um vídeo, publicado nesta quarta-feira, 14, pela assistente social e pedagoga Maiara Diamantino, de Braço do Norte, tem repercutido nas redes sociais e imprensa catarinense. Na publicação, ela faz um desabafo sobre racismo, xenofobia e importunação.
De acordo com Maiara, na segunda-feira, 12, ela recebeu do empresário vídeos políticos não solicitados em seu Direct Message (DM). “Dei minha opinião e fui atacada. O que veio depois não foi debate: foi xenofobia contra nordestinos, foi racismo, foi assédio. Fui chamada de burra, imbecil, de que tenho cérebro de camarão com merda dentro, de que não adianta ter corpo bonito”, relatou. “Segundo o cidadão de bem, aqui no Sul não mora em casa de capim e barro, que não precisa de caminhão pipa, que aqui se trabalha. Tudo isso pra me diminuir por ser uma mulher negra, mesmo eu tendo nascido aqui em Braço do Norte, com família toda daqui. Minha rede é aberta, mas meu privado não é lugar pra despejar ódio. Racismo e xenofobia são crimes no Brasil. E não vão ser normalizados nos lugares que eu estiver. Já denunciei e registrei tudo”, enfatizou.
Após a publicação, que recebeu dezenas de mensagens de solidariedade, Maiara teria dado o assunto por encerrado, porém, um segundo vídeo veio ao ar na tarde desta quinta-feira, 15, agora, na porta da Delegacia de Polícia Civil de Braço do Norte, já com um Boletim de Ocorrência confeccionado e uma solicitação de medida protetiva, deferida na noite desta quinta-feira, 15, pela Justiça.
Conforme Maiara, desde sua primeira publicação, foram feitas várias tentativas de acordos. “Estou recebendo pressão para que eu não tomasse essa atitude, isso é grave e, também, é crime. Não vou me calar. Assédio moral não serão aceitos. A lei está do meu lado, e estou tomando todas as medidas necessárias para garantir minha segurança e meus direitos. Peço respeito!”, escreveu em suas redes sociais. 
Ela também recebeu uma Notificação Extrajudicial, exigindo a remoção integral do vídeo divulgado em suas redes sociais, o qual expõe a identidade, nome e perfil do empresário.

Empresário emite nota de esclarecimento

Já o empresário, Rogério DalBelo, emitiu uma nota através de sua assessoria jurídica, Xerfan Advocacia.
“Diante de recentes publicações envolvendo meu nome, nas quais me são atribuídas condutas de natureza racista e xenofóbica, considero necessário prestar alguns esclarecimentos, especialmente diante da gravidade das acusações e da maneira como os fatos foram apresentados ao público.
A controvérsia teve início a partir de um vídeo que contestava declarações de uma profissional de marketing vinculada ao PT, nas quais se associava um eventual governo de Flávio Bolsonaro ao regime de Adolf Hitler. A partir desse conteúdo, iniciou-se uma conversa privada, marcada por divergências políticas e momentos de exaltação de ambas as partes.
O que mais me causa indignação é que, durante essa discussão, fui surpreendido com uma afirmação absolutamente absurda e inaceitável: “Caso Adolf Hitler estivesse vivo, eu certamente votaria nele.”
Essa comparação me atingiu profundamente. Discordar de minhas opiniões políticas é um direito de qualquer pessoa, mas associar minhas convicções ao nazismo é algo extremamente ofensivo, que não corresponde aos meus valores, à minha história ou àquilo em que acredito.
Repudio de maneira absoluta o nazismo, o racismo, a xenofobia e qualquer forma de discriminação. Jamais defendi ou manifestei apoio a essas ideologias, e não admito que divergências políticas sejam utilizadas para me atribuir convicções que não possuo.
O que considero igualmente lamentável é que uma conversa privada tenha sido posteriormente exposta nas redes sociais, mediante a seleção de trechos isolados, desconsiderando o contexto integral do diálogo e as manifestações de ambas as partes. Essa exposição construiu, a meu ver, uma narrativa unilateral de vitimização, atribuindo às minhas palavras interpretações, intenções e até declarações que não correspondem ao que efetivamente manifestei.
Reconheço que discussões políticas podem provocar reações exaltadas e que todos devemos ter responsabilidade sobre nossas palavras. Entretanto, o direito de discordar não autoriza distorcer manifestações alheias, transformar interpretações pessoais em verdades absolutas ou promover acusações públicas sem a devida contextualização.
Lamento que uma divergência política de caráter privado tenha alcançado tamanha proporção. Sempre estive aberto ao diálogo respeitoso, mas considero indispensável preservar minha honra, imagem e privacidade, razão pela qual as medidas necessárias estão sendo tratadas pelos meios jurídicos adequados.
Por fim, agradeço a todos que têm buscado compreender os acontecimentos com serenidade e responsabilidade, evitando julgamentos precipitados a partir de fragmentos de uma conversa, sem conhecimento de seu contexto integral”.

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FONTE/CRÉDITOS: Redação
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