Entre a força e a sedução: o poder da vida cotidiana
Vivemos falando de poder como se fosse coisa de presidentes, generais ou impérios. Não é. Poder está em toda parte. Está na família, no trabalho, nas amizades, nas disputas diárias e até no silêncio. Todo ser humano usa poder.
Existe o hard power. Poder duro. Força. Pressão. Confronto. Muitos criticam esse método, mas vivem assim.
O gestor que governa pelo medo usa hard power. O político que intimida adversários usa hard power. A pessoa que entra numa discussão para vencer e não para dialogar usa hard power. Até dizer “não aceito isso” é uma forma de poder duro.
Mas há o soft power. Mais sofisticado. Muitas vezes mais inteligente.
É a arte de conseguir adesão sem coerção. Convencer. Seduzir. Influenciar. Criar respeito sem exigir respeito.
Quem tem carisma usa soft power. Quem lidera pelo exemplo usa soft power. Quem constrói prestígio e faz outros quererem segui-lo usa soft power.
Na vida real ninguém opera apenas com um dos dois.No cotidiano fazemos isso o tempo todo. Às vezes impomos limites. Às vezes persuadimos. Às vezes endurecemos para proteger posição. Às vezes atraímos para construir alianças.
Relacionamentos funcionam assim. Lideranças funcionam assim. A vida funciona assim. Há quem ache que gentileza resolve tudo. Ingenuidade. Há quem ache que só a força importa. Brutalidade. Os fortes de verdade entendem equilíbrio.
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