Brasília – A reunião realizada nesta quarta-feira (3) no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) terminou sem saldo positivo para o setor orizícola catarinense. O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) classificou o encontro com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, como "profundamente frustrante" e sem soluções práticas para a crise que assola a cadeia produtiva.
Articulada pela deputada federal Geovânia de Sá, a agenda reuniu diversas lideranças políticas, mas falhou em apresentar novidades. Segundo o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, o Governo Federal limitou-se a repetir medidas antigas e ineficazes. “O governo ignorou a gravidade do momento. A ausência de ações concretas nos leva a crer que o governo está confortável com o desmonte silencioso que está ocorrendo no setor”, declarou o dirigente.
As indústrias enfrentam um cenário crítico de queda nos preços e prejuízos acumulados. Rampinelli alertou que a falta de resultado econômico ameaça a manutenção das empresas e os postos de trabalho. “Temos tentado evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio está se tornando inviável”, pontuou.
Embora o sindicato participe de campanhas nacionais de incentivo ao consumo junto à Abiarroz e ao IRGA, a entidade reforça que ações de marketing não substituem a necessidade de socorro financeiro imediato.
O encontro contou ainda com a presença do senador Esperidião Amin, dos deputados federais Luiz Fernando Vampiro e Rafael Pezenti, do secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini, e representantes de cooperativas de outros estados. O SindArroz-SC garantiu que continuará cobrando respostas à altura da crise.
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