Florianópolis – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou, na última sexta-feira (8), o pedido de arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha. O animal foi encontrado morto no dia 4 de janeiro deste ano na Praia Brava, norte da Ilha, em um caso que gerou comoção internacional e mobilizou a comunidade em pedidos de justiça contra maus-tratos.
Apesar de a Polícia Civil ter indiciado um adolescente por suposta participação no crime, o Ministério Público concluiu que o material reunido apresenta lacunas e inconsistências. Mesmo após a exumação do corpo do animal, o laudo pericial da Polícia Científica não conseguiu determinar a causa exata do óbito. O documento descartou fraturas no esqueleto, mas ressaltou que isso não anula a possibilidade de traumas em tecidos moles, o que impediu uma conclusão definitiva sobre a agressão.
O caso teve tamanha repercussão que o governo federal lançou, em março, o "Decreto Cão Orelha", endurecendo as multas para crimes de maus-tratos a animais, que podem chegar a R$ 1 milhão. Agora, o relatório detalhado de 170 páginas está nas mãos da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, que decidirá se acata o pedido de arquivamento ou se solicita novas providências.
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