Concórdia – O caso dos cerca de 400 gatos encontrados confinados em um apartamento no município de Concórdia, no Oeste catarinense, ganhou um novo capítulo jurídico e policial. Diante da resistência da tutora em permitir o acesso das equipes de fiscalização ao imóvel, a 4ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o apoio da Polícia Militar e autorização judicial para o ingresso forçado no local. O objetivo é cessar imediatamente a situação considerada de extrema insalubridade e maus-tratos.
A Promotoria ingressou com uma ação judicial após o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado anteriormente com a moradora, uma aposentada de 75 anos. A prefeitura informou que o problema começou há mais de uma década, quando a idosa possuía apenas um casal de felinos que se reproduziu de forma descontrolada. Segundo voluntários, a idosa recusava reiteradamente doações e castrações gratuitas. “Muitas clínicas ofereciam tudo de graça e ela não levava. Agora, há gatos com feridas na boca que não conseguem comer, muitos estão magros e debilitados. Está um caos”, relatou Ana Cristina Preis, responsável pela ONG Con Animal.
Entre as medidas urgentes solicitadas pelo MPSC estão a autorização para a entrada imediata de técnicos da Diretoria de Proteção Animal e do Instituto Federal Catarinense (IFC). A força-tarefa realizará a triagem, tratamento médico, castração e microchipagem dos felinos. Parte da população original de animais diminuiu recentemente devido à mortalidade e a fugas por telas danificadas. Antes de irem para a adoção responsável, os sobreviventes passarão por um período de quarentena no IFC para conter doenças e tratar os animais ariscos e pouco socializados devido ao longo confinamento.
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