Florianópolis – Santa Catarina dá início, nesta sexta-feira (1º), a uma de suas temporadas mais emblemáticas: a safra da tainha. Para 2026, o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente estabeleceram uma normativa que amplia em cerca de 20% o limite de captura em relação aos anos anteriores, baseada em avaliações de estoque realizadas em 2025. O estado é o principal polo da atividade no país, unindo relevância econômica ao patrimônio cultural.
Nesta temporada, a modalidade de arrasto de praia — a mais tradicional e ligada às comunidades artesanais — terá uma cota de 1.332 toneladas, com 419 licenças emitidas em solo catarinense. Já o emalhe anilhado contará com 1.094 toneladas e o cerco/traineira (industrial) com 720 toneladas. O secretário de Aquicultura e Pesca de SC, Fabiano Müller, reforçou que o Estado acompanhará de perto a safra, garantindo que o monitoramento via programa PesqBrasil assegure a sustentabilidade da atividade.
O calendário oficial também já está definido: o arrasto de praia opera de 1º de maio a 31 de dezembro, enquanto o emalhe anilhado começa em 15 de maio e a pesca industrial em 1º de junho. O monitoramento será rigoroso, com previsão de encerramento antecipado caso as cotas atinjam níveis entre 85% e 90%. De Florianópolis a Bombinhas, passando pelo Farol de Santa Marta, os ranchos de pesca já estão prontos para a vigília dos cardumes que sobem a costa catarinense.
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