Braço do Norte – O mercado de suinocultura em Santa Catarina e no Brasil enfrenta um início de ano desafiador em 2026. Após a estabilidade registrada em 2025, o setor observa uma queda brusca nas cotações. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo no mercado independente já se aproxima de 20% em apenas três semanas.
Nesta quarta-feira (29), o quilo do suíno vivo em Santa Catarina foi cotado a R$ 6,75, uma redução de 19,16% desde o início de janeiro. O cenário é tão crítico que, em Braço do Norte, os valores pagos aos produtores independentes ficaram abaixo das cotações do sistema integrado — um fenômeno considerado raríssimo por especialistas, visto que o mercado independente costuma operar com preços mais altos para cobrir custos elevados.
De acordo com Luiz Henrique Melo, analista do Cepea, o principal motivo é o "travamento" do consumo interno no pós-festas, agravado por contas de início de ano e férias escolares. A situação só não é pior devido ao desempenho das exportações. Em 2025, o Brasil consolidou-se como o exportador mais competitivo do mundo, vendendo o quilo da proteína a uma média de US$ 2,57, valor consideravelmente inferior aos US$ 3,18 praticados por Estados Unidos e União Europeia.
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