FLORIANÓPOLIS – O deputado estadual Mário Motta (PSD) protocolou, nesta quarta-feira (13), o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O objetivo é investigar as circunstâncias e possíveis falhas na apuração da morte do cão Orelha, caso que gerou comoção nacional e recentemente teve pedido de arquivamento por parte do Ministério Público (MPSC).
O parlamentar justifica a CPI apontando contradições entre a conclusão do MPSC — que indicou morte por causas naturais devido a uma doença terminal — e as etapas iniciais da investigação. Motta questiona a identificação de um adolescente como suspeito pela Polícia Civil e declarações do governo estadual sobre provas que, posteriormente, não sustentaram o indiciamento. "Está muito claro que aconteceram falhas. Santa Catarina e o Brasil merecem respostas", afirmou o deputado.
Para que a comissão seja efetivamente instalada, são necessárias 15 assinaturas dos 40 deputados estaduais. A coleta de apoios já começou. Se aprovada, a CPI pretende convocar o veterinário que realizou a eutanásia, agentes policiais, o delegado-geral e analisar imagens de câmeras de segurança. O foco, segundo Motta, não é revanchismo, mas garantir que o caso não seja "engavetado" com dúvidas pendentes sobre a conduta das autoridades.
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