Florianópolis / Brasília – O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou nesta terça-feira (27 de outubro de 2026) a identificação do terceiro foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina. A ocorrência foi registrada em um estabelecimento avícola localizado no município de Nova Erechim.
De acordo com as diretrizes do ministério, a propriedade atingida situa-se dentro da área de emergência sanitária estabelecida para o monitoramento da enfermidade. Imediatamente após a confirmação laboratorial, o Serviço Veterinário Oficial mobilizou equipes técnicas para dar início às investigações epidemiológicas, reforço das medidas de vigilância na região e adoção dos protocolos rígidos de contenção e saneamento. As demais granjas anteriormente afetadas no estado continuam sob rigoroso acompanhamento e processos de desinfecção dentro do plano de resposta oficial.
Em paralelo, registros técnicos complementares apontam a existência de outro foco prévio em Coronel Freitas (SC), embora os relatórios oficiais iniciais não detalhem a data exata da ocorrência, o volume do plantel ou o perfil produtivo da criação afetada — exigindo leituras técnicas distintas para dimensionar o impacto real de cada ocorrência.
Pesquisas internacionais em sanidade e nutrição avícola
Enquanto os órgãos de defesa sanitária atuam na contenção do vírus no campo, o cenário internacional de inovação agropecuária traz novas perspectivas para o setor. Publicação recente da Pig World destacou estudos liderados pela Universidade de Sheffield voltados ao avanço nas investigações sobre a peste suína africana, somando frentes científicas à vigilância sanitária global.
Além disso, debates sobre a eficiência produtiva ganham espaço com análises de especialistas como o professor emérito da Virginia Tech, Paul B. Siegel. Em discussões recentes veiculadas por veículos especializados em agronegócio (Poultry World), pesquisadores têm relacionado o melhoramento genético contínuo das aves à necessidade de aprimoramento nos programas nutricionais — incluindo técnicas de encapsulação e liberação controlada de nutrientes —, embora a aplicação prática e o ganho de desempenho nas granjas brasileiras ainda dependam de validações e evidências empíricas locais.
