Sul do Brasil – Na manhã desta quarta-feira (28 de outubro), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, deflagrou a Operação Divisa, uma ofensiva de grande envergadura voltada ao combate a crimes contra o patrimônio veicular e desmonte de organizações criminosas que atuavam de forma integrada nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
A operação contou com o apoio fundamental da Polícia Penal do RS e da Polícia Civil de Santa Catarina. O objetivo central da mobilização foi cumprir 26 mandados de prisão preventiva e 25 ordens judiciais de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo municípios catarinenses como Tubarão, Içara e Balneário Gaivota, além de localidades gaúchas (como São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Caxias do Sul, entre outras). Até o momento, balanço parcial aponta o cumprimento de 20 prisões, além da apreensão de armas, munições e diversos bens adquiridos ilicitamente.
O Modus Operandi da Associação Criminosa
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a cúpula e a maioria dos integrantes da organização criminosa operavam de dentro do sistema prisional. Utilizando aparelhos celulares apreendidos nas celas, os detentos coordenavam as ações contando com o auxílio de familiares — como companheiras, mães e irmãs —, cujas contas bancárias eram utilizadas para movimentar e dissimular os valores obtidos com os crimes.
O esquema funcionava em etapas bem estruturadas:
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Encomenda e Subtração: Veículos eram encomendados por mandantes e subtraídos por executores terceirizados.
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Transporte e Ocultação: Motoristas contratados levavam os automóveis até garagens clandestinas.
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Descaracterização: No cativeiro dos veículos, os criminosos removiam rastreadores, realizavam a adulteração de chassis e motores e fabricavam placas falsas clonadas.
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Receptação e Revenda: Os carros eram comercializados para outros estados ou desmanchados para o comércio ilegal de peças.
Vasta gama de crimes investigados
O inquérito policial reúne provas e detalha dezenas de ocorrências envolvendo veículos com registro de roubo, furto e estelionato. Entre os crimes imputados aos investigados estão receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores, roubo, furto, estelionato, fraude contra seguradoras, associação criminosa, extorsão, comércio ilegal de armas de fogo e tráfico de drogas.
Em paralelo às prisões, a operação priorizou a desconstituição patrimonial do grupo, com o sequestro de bens, veículos de luxo e o bloqueio de contas de interposição (laranjas) utilizadas para lavar o dinheiro do esquema criminoso. As investigações continuam para identificar eventuais novos desdobramentos da rede criminosa nos dois estados.
