Criciúma – Profissionais do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC) iniciaram um movimento de greve na manhã desta quinta-feira (5). A decisão, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (SindSaúde), ocorre após sete meses de instabilidades nos pagamentos. Entre as principais queixas estão o atraso nos salários, falta de depósito do vale-alimentação e vale-transporte, além de irregularidades no FGTS e no complemento do piso nacional da enfermagem.
Segundo Cléber Ricardo da Silva Cândido, presidente do SindSaúde, o Instituto Ideas — organização social que faz a gestão da unidade — e o Governo do Estado já foram formalmente notificados. "O governo estadual repassa os valores para o Ideas e deveria fiscalizar. Não adianta passar o dinheiro e não ver o que está acontecendo", cobrou o sindicalista, destacando que até profissionais em férias estão sem receber.
Em nota, o Instituto Ideas afirmou que o recurso federal do piso da enfermagem foi processado na quarta-feira (4) e que o vale-alimentação estava em fase final de liberação. Sobre o FGTS e consignados, a gestora declarou que atua dentro das normas legais e que determinou uma verificação técnica interna para identificar possíveis inconsistências administrativas. O atendimento hospitalar deve seguir as normas de greve, mantendo o percentual mínimo de assistência essencial para casos de urgência e emergência.
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