PALMITOS – O Tribunal do Júri condenou um casal de empresários, donos de uma pousada em Palmitos, pelo homicídio de uma funcionária e pela tentativa de homicídio do marido dela. Os crimes foram motivados por cobranças de direitos trabalhistas. O homem foi apenado com 18 anos e quatro meses de reclusão, enquanto a mulher recebeu pena de 14 anos, ambos em regime inicial fechado.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime ocorreu em 29 de setembro de 2025. As vítimas trabalhavam e residiam na pousada e, após dois meses de serviço, foram dispensadas sem registro em carteira e sem o pagamento das verbas rescisórias. O casal continuou morando no local enquanto tentava regularizar a situação, o que gerou desavenças constantes.
Na tarde do crime, os empresários foram ao local e iniciaram uma discussão. O empresário tentou disparar contra o funcionário, mas a arma falhou reiteradas vezes. Na sequência, a funcionária foi imobilizada pela patrão e atingida por um tiro disparado pelo empresário, morrendo no local. O marido da vítima conseguiu desarmar o agressor após luta corporal.
O Conselho de Sentença acolheu as teses sustentadas pelos promotores Patrícia Castellem Strebe e Edisson de Melo Menezes, reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O homem também respondeu por porte ilegal de arma de fogo.
Além das penas de prisão, a Justiça fixou indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para o sobrevivente e R$ 250 mil para os herdeiros da mulher assassinada. Os réus, que responderam ao processo presos preventivamente, não poderão recorrer em liberdade.
