Florianópolis – Embora as convenções partidárias estejam marcadas apenas para o segundo semestre, o cenário sucessório para o Governo de Santa Catarina em 2026 já apresenta contornos definidos. A antecipação das peças no tabuleiro político, impulsionada pelo anúncio precoce do governador Jorginho Mello (PL) — que indicou Adriano Silva (Novo) como seu vice ainda em janeiro —, forçou a oposição e aliados a acelerarem suas estratégias.
Até o momento, a disputa majoritária tende a se concentrar em cinco candidaturas:
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Jorginho Mello (PL): Busca a reeleição consolidando a aliança com o Novo de Adriano Silva.
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João Rodrigues (MDB/União Progressista): O ex-prefeito de Chapecó surge como a segunda via de direita. Ele atraiu o MDB, deve indicar o vice, e a federação União Progressista, que busca viabilizar a reeleição de Esperidião Amin ao Senado.
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Gelson Merisio (Campo Progressista): Atua na articulação de uma frente de esquerda. Os bastidores indicam uma chapa com Ângela Albino (PDT) na vice, além de Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) disputando as vagas ao Senado.
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Ralf Zimmer (PRD): O defensor público deve repetir a candidatura de 2022 por uma sigla menor.
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Marcelo Brigadeiro (Missão): O empresário é o nome cotado para representar o partido Missão na corrida ao Executivo.
A reorganização das forças políticas, especialmente a aproximação entre MDB e a federação de Amin em torno de João Rodrigues, mostra que o sentimento de "traição" e a busca por sobrevivência política ditaram o ritmo das negociações, transformando 2026 em um debate presente muito antes do calendário oficial.