Florianópolis – Diante de uma das maiores crises das últimas décadas, lideranças da cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina se reuniram com o governador Jorginho Mello nesta quarta-feira (14). O grupo, liderado pelo Sindicato das Indústrias de Arroz (SindArroz-SC) e pela Câmara Setorial, entregou um ofício alertando para o risco iminente de colapso no setor e solicitando medidas emergenciais.
O cenário desenhado pelos produtores é alarmante: o custo para produzir uma saca de arroz ultrapassa hoje os R$ 75,00, enquanto o valor de venda no mercado gira em torno de R$ 50,00. Esse prejuízo imediato ameaça a continuidade das lavouras e a saúde financeira das indústrias, com reflexos diretos no emprego e na renda das regiões agrícolas.
O documento entregue ao governo lista ações prioritárias para a safra 2025/2026, incluindo a ampliação do Crédito Presumido do ICMS, a criação de linhas de financiamento subsidiadas para produtores endividados e o aumento das compras de arroz catarinense por órgãos públicos. Também foram pedidas ações para conter a entrada desenfreada de arroz importado do Mercosul, que pressiona os preços internos.
Segundo Walmir Rampinelli, presidente do SindArroz-SC, houve sinalização positiva do Estado em pontos como o apoio à pesquisa via Fapesc e a inclusão de sementes no programa Terra Boa. O governador encaminhou as demandas fiscais ao secretário da Fazenda, Cleverson Siewert.
Pressão Federal Além do socorro estadual, as entidades pedem que Santa Catarina interceda junto ao Governo Federal. O setor cobra a retomada de subsídios para renegociação de dívidas (securitização), reajuste do preço mínimo do grão e mecanismos para facilitar a exportação, retirando o excedente do mercado interno para equilibrar os preços.
Comentários: