Florianópolis – A escalada das tensões no Oriente Médio e possíveis bloqueios em rotas estratégicas de petróleo começaram a impactar o cenário econômico em Santa Catarina. Embora entidades do setor de combustíveis e transporte afirmem que não há registro de falta de diesel para o consumidor final, a prefeitura de Araranguá, no Sul do estado, decidiu adotar medidas preventivas de racionamento para garantir a manutenção de serviços essenciais como saúde e educação.
A decisão municipal foi motivada por alertas de fornecedores sobre dificuldades logísticas nas próximas semanas. Segundo o sindicato dos postos (SCPetro), o que tem ocorrido em pontos isolados é um aumento repentino na demanda, causado pelo receio da população, o que pode gerar atrasos momentâneos na reposição dos estoques. A Federação das Indústrias (FIESC) e a das empresas de transporte (Fetrancesc) monitoram a situação, mas ressaltam que, por enquanto, o problema principal é a pressão sobre os preços.
O Procon-SC registrou um aumento nas reclamações relacionadas ao valor do combustível na última semana, mas não recebeu denúncias de postos desabastecidos. O Brasil depende de cerca de 30% de diesel importado, o que torna o mercado interno vulnerável a crises globais. Uma coletiva de imprensa está agendada para segunda-feira (16) para esclarecer os próximos passos da fiscalização e orientar os consumidores catarinenses.
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