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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026

Política

💸 Gasolina sobe e Jorginho culpa "Brasília", mas omite peso do ICMS estadual na conta

📉 Governador transfere responsabilidade para decisão nacional do Confaz, mas evita mencionar que aumento de R$ 0,10 vai direto para os cofres do Estado

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💸 Gasolina sobe e Jorginho culpa
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Florianópolis – O preço da gasolina em Santa Catarina rompeu a barreira dos R$ 6,40 na segunda semana de janeiro de 2026, impulsionado por um reajuste tributário que reacendeu a guerra de narrativas políticas. Enquanto o governador Jorginho Mello (PL) reage às críticas culpando uma "decisão nacional" publicada pelo Governo Federal, analistas e oposição apontam que o Executivo estadual tenta ocultar da população que o aumento é, na prática, uma injeção de recursos no caixa do próprio Estado.

O fato técnico é claro: desde 1º de janeiro, a alíquota fixa (ad rem) do ICMS sobre a gasolina subiu de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. São R$ 0,10 a mais que saem do bolso do motorista a cada litro abastecido. Embora a decisão tenha sido formalizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne todos os estados e a União, a narrativa do Centro Administrativo foca apenas no ato de publicação federal, omitindo que os secretários estaduais de Fazenda compõem o conselho e aprovaram o reajuste.

A estratégia do "não fui eu" Ao afirmar que a oposição "não tem vergonha" e citar o Diário Oficial da União, Jorginho Mello utiliza uma estratégia política calculada: desvincular sua imagem do aumento de impostos. O discurso oficial ignora o fato de que o ICMS é um tributo de competência estadual e que a receita gerada por esse aumento — projetada em milhões de reais ao longo do ano — ficará em Santa Catarina, e não em Brasília.

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Para o consumidor, a disputa retórica pouco alivia o impacto financeiro. Com o efeito cascata atingindo também o diesel e o gás de cozinha, a pressão inflacionária é imediata. Enquanto o governo tenta blindar sua popularidade transferindo a "paternidade" do aumento, o motorista catarinense paga a conta de uma decisão que, embora colegiada, tem impacto direto e exclusivo na arrecadação do Estado.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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