Florianópolis – A tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) foi palco de um forte desabafo na tarde desta quarta-feira, 18. A deputada estadual Paulinha (Podemos) usou o espaço para lamentar a morte de Priscila Dolla, de 37 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Rio Negrinho na noite anterior. Com a voz embargada, a parlamentar afirmou que o caso reflete uma "epidemia de violência" que exige respostas além da indignação.
Em seu pronunciamento, a deputada destacou que a vítima chegou a implorar pela vida e deixou um filho de 17 anos e os pais, conhecidos produtores de leite da região. Paulinha criticou a demora nas medidas protetivas e defendeu que o Estado precisa avançar na execução das leis existentes. “O que salva vidas é a estrutura, o protocolo claro e a resposta rápida”, declarou ao anunciar que proporá a construção de um novo modelo de ação em Santa Catarina.
As medidas defendidas pela parlamentar incluem a proteção imediata para mulheres em alto risco, a ampliação de casas-abrigo e o fortalecimento das Delegacias da Mulher. A deputada também ressaltou a importância de levar o debate sobre violência doméstica para dentro das escolas e das famílias, utilizando dados do Observatório da Mulher da Alesc para embasar políticas públicas baseadas em evidências.
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