Forquilhinha – A instabilidade geopolítica no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, começou a impactar a mesa dos brasileiros através das lavouras catarinenses. O bloqueio na região disparou os preços de insumos essenciais, como óleo diesel e fertilizantes, encarecendo a produção de arroz em Santa Catarina. O estado, segundo maior produtor nacional, já sente os reflexos na safra atual e teme pela viabilidade do próximo plantio, previsto para agosto.
De acordo com o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), os custos fixos de produção e beneficiamento subiram, em média, 20%. O setor de embalagens registrou altas superiores a 40%, enquanto o frete também sofreu reajustes significativos. O presidente do sindicato, Walmir Rampinelli, destaca que o cenário é agravante, especialmente porque o setor já enfrentava uma crise econômica desde 2025 devido à superoferta e à queda no consumo.
Na ponta da cadeia, o produtor sente o peso no bolso. Em Forquilhinha, o litro do diesel saltou de R$ 5,50 para mais de R$ 7,00, e os adubos minerais essenciais para a lavoura acompanharam a subida. Com a descapitalização, a tendência é a redução da área plantada na safra 2026/27. O SindArroz-SC e a Câmara Setorial buscam agora agendas com o Governo Federal para debater a redução de impostos e custos, tentando evitar que o desequilíbrio resulte em prateleiras vazias e preços proibitivos nos supermercados.
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