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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
Agro

Braço do Norte sedia Painel do Campo Futuro

O encontro contou com a participação de produtores rurais, representantes do Sistema Faesc/Senar, Sindicatos Rurais, técnicos da CNA e profissionais da região

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Por ContextoSC
Braço do Norte sedia Painel do Campo Futuro
FAESC/SENAR
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O primeiro painel do Projeto Campo Futuro voltado à pecuária de leite em Santa Catarina neste ano foi realizado no município de Braço do Norte.  A iniciativa, promovida pelo Sistema CNA/Senar, contou com a parceria do Sistema Faesc/Senar, do Sindicato Rural de Braço do Norte e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O encontro contou com a participação de produtores rurais, representantes do Sistema Faesc/Senar, Sindicatos Rurais, técnicos da CNA e profissionais da região.

Durante o evento, o presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, destacou a relevância do projeto para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Santa Catarina, que hoje é o quarto maior produtor. 
Segundo ele, o Campo Futuro contribui de forma decisiva para a geração de dados econômicos estratégicos, que auxiliam os produtores rurais na gestão das propriedades e na tomada de decisões.
 “Ao identificar os custos de produção das atividades leiteiras, o projeto oferece subsídios fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas com foco no desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira, promovendo maior competitividade e rentabilidade no campo”.

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O presidente do Sindicato Rural de Braço do Norte, Edemar Della Giustina, também realçou a importância do projeto Campo Futuro para o desenvolvimento da cadeia produtiva de leite.

SOBRE O PAINEL
O assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias, destacou que a propriedade modal em Braço do Norte apresenta um bom nível tecnológico. A produção diária é de 700 litros de leite, obtida a partir da ordenha de animais da raça Jersey. O uso de inseminação artificial contribuiu para a melhoria dos indicadores de produtividade individual nos últimos anos.

“No levantamento anterior, a propriedade mantinha o mesmo tamanho de rebanho, porém com uma produção diária de 650 litros, evidenciando que os investimentos em melhoramento genético vêm gerando resultados positivos. A propriedade possui área total relativamente reduzida, com apenas 17 hectares. Essa limitação dificulta a produção de todo o volumoso necessário para a alimentação do rebanho, o que culmina na necessidade de aquisição de forma externa ao sistema produtivo”, explicou Dias.

A ponderação do rebanho, de acordo com o assessor técnico, esteve bem ajustada com índice de vacas em lactação em relação ao total de vacas em 85%. “Contudo, há oportunidade de melhoria quanto à proporção de vacas em lactação sobre o total do rebanho. 

Historicamente, as propriedades mais rentáveis do Projeto Campo Futuro registram esse índice em torno de 45%, enquanto a propriedade de Braço do Norte apresentou um percentual de aproximadamente 37%. Esse dado indica a necessidade de ajustes na estrutura do rebanho, com o objetivo de manter mais animais que geram receita em relação aos que geram apenas despesas”.

Do ponto de vista econômico, a receita obtida com a produção de leite foi suficiente para cobrir os custos operacionais efetivos — ou seja, os desembolsos diretos do produtor. No entanto, não alcançou o valor necessário para remunerar o pró-labore e cobrir a depreciação das benfeitorias, denotando novamente a necessidade de ajustes para possibilitar a renovação da infraestrutura no médio prazo. Além disso, a receita ficou 26,7% abaixo do custo total, o que inclui a remuneração do capital imobilizado na atividade.

Entretanto, conforme Dias, a atividade leiteira se mostrou mais rentável do que outras alternativas de uso da terra. “A margem bruta por área superou em quase três vezes o valor que seria obtido com arrendamento. Assim, os ajustes produtivos podem favorecer uma operação economicamente mais eficiente para a propriedade”.

FONTE/CRÉDITOS: FAESC/SENAR|Marcelo Valério
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