Ludopatia é o desejo incontrolável de continuar jogando. É um transtorno de saúde mental e uma condição que pode ser grave e afetar negativamente a saúde financeira, social e emocional da pessoa, além de impactar seus relacionamentos e trabalho.
A doença é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1980 e no Brasil tem CID: 10-Z72.6 (mania de jogo e apostas) e 10-F63.0 (jogo patológico).
Por isso, na Assembleia Legislativa Catarinense, três projetos de lei estão tramitando com o objetivo de abordar os riscos associados aos jogos de azar.
Para o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), autor do Projeto de Lei 428/2024, há uma grande epidemia do vício em jogos e está levando famílias à ruína. “Nossa ideia é trabalhar no sentido da conscientização, prevenção e alerta dos malefícios do vício nas apostas”.
Outra proposta é da deputada Paulinha (Podemos), Projeto de Lei 209/2025, voltada à conscientização de crianças e adolescentes. “Este programa instituído nas escolas tem como propósito proteger nossas crianças deste buraco sem fim que é a questão dos jogos de azar”, completa.
Já a proposta do deputado Neodi Saretta (PT), Projeto de Lei 225/2024, prevê a proibição do acesso de plataformas de jogos online em equipamentos pertencentes ao patrimônio público e nas dependências de órgãos públicos de Santa Catarina. “A intenção é normatizar isso para que nenhuma repartição pública se transforme em um local destinado a realização de jogos e apostas de qualquer natureza”, encerra.
Cerca de 15% da população brasileira fez apostas online em 2024, conforme dados da Associação Brasileira dos Mercados Financeiros e de Capitais e DataFolha.
Credor é morto na Grande Florianópolis
Arthur Grisson, 21 anos, foi sequestrado e morto na sexta-feira, 13 de junho, na Grande Florianópolis, após ser atraído por um suspeito que disse que pagaria uma dívida relacionada a apostas em bets e jogos de pôquer.
Cinco homens foram presos e um adolescente foi apreendido por envolvimento no crime. Eles forçaram a vítima a fazer transferências bancárias da própria conta e, também, a pedir dinheiro aos amigos pelo WhatsApp.
Conforme o delegado responsável pelo caso, Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), a vítima e autor integravam grupos de apostas. “Autor devia dinheiro para a vítima, em razão de jogos, então decidiu cometer o crime para acabar com elas [dívidas] e ainda conseguir mais dinheiro”.