Santa Catarina – Os dados consolidados, divulgados preliminarmente na manhã desta quinta-feira (8), apontam que Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com o maior volume de exportações da história do estado. O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda internacional por proteína animal e pela desvalorização cambial que tornou o produto catarinense mais competitivo.
1. Os Números do Sucesso
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Faturamento Global: O estado ultrapassou a barreira dos US$ 12 bilhões em vendas externas no acumulado do ano.
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Crescimento: Um aumento expressivo em relação a 2024, consolidando SC como um dos maiores exportadores do país, atrás apenas de gigantes como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
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Principal Parceiro: A China segue como o maior comprador individual, absorvendo grande parte da produção de carnes, seguida pelos Estados Unidos, que aumentaram a compra de manufaturados e madeira.
2. O Motor do Crescimento: Agronegócio
O carro-chefe continua sendo a carne suína e de frango.
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Santa Catarina manteve o status de "zona livre de febre aftosa sem vacinação", o que abre portas para os mercados mais exigentes do mundo (como Japão e Coreia do Sul).
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Destaque para a Suinocultura: O setor teve o melhor desempenho do ano, superando as expectativas do primeiro semestre.
3. Impacto no Sul de Santa Catarina (Braço do Norte e Região)
Para a nossa região, essa notícia é vital. O "Vale do Braço do Norte" é um dos maiores beneficiados por esses números:
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Braço do Norte e São Ludgero: Sendo um polo nacional de suinocultura e gado leiteiro, a alta nas exportações garante a manutenção de empregos na indústria de transformação e alimento, além de aumentar a renda do produtor rural integrado.
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Indústria de Plásticos (Descartáveis): O polo de descartáveis da região também surfou na onda de exportações para a América Latina, ajudando a compor o recorde.
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Porto de Imbituba: O terminal portuário do Sul bateu seu próprio recorde de movimentação de cargas, servindo como o principal canal de escoamento não apenas para as cerâmicas de Criciúma, mas para grãos e contêineres da indústria alimentícia.
4. O Que Esperar para 2026?
Especialistas da FIESC (Federação das Indústrias) indicam que o cenário para o início de 2026 permanece otimista, mas alertam para os custos de produção (energia e logística) que podem pressionar as margens de lucro dos empresários locais.
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