Braço do Norte – A Sexta-feira Santa, que em 2026 será celebrada no dia 3 de abril, mantém viva uma das tradições mais marcantes do cristianismo: a abstinência de carne vermelha. O gesto, praticado por milhões de fiéis, vai além de uma simples mudança na dieta, sendo compreendido como um ato de penitência, luto e respeito pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz.
Para os católicos, a orientação é um preceito que envolve jejum e renúncia, exercitando o autocontrole e a espiritualidade. Segundo líderes religiosos, o consumo de peixe é permitido por ser historicamente considerado um alimento mais simples e humilde, além de carregar um forte simbolismo bíblico. Já entre os evangélicos, a prática não é uma regra institucional, prevalecendo a liberdade individual para a reflexão e oração, sem a obrigatoriedade de restrições alimentares específicas.
Teólogos alertam, no entanto, que o verdadeiro sentido da data reside na atitude interior. Substituir a carne por pratos sofisticados ou caros pode esvaziar o propósito da abstinência. O foco deve ser a caridade, a oração e a renovação espiritual, lembrando que a Sexta-feira da Paixão é o prelúdio para a celebração da ressurreição no Domingo de Páscoa.
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