Lages – A colheita e venda do pinhão estão oficialmente liberadas em Santa Catarina desde a última quarta-feira (1º), conforme determina a lei estadual 15.457/2011. A temporada, que movimenta a economia da Serra Catarinense nos meses frios, inicia com uma estimativa de colheita de 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da região, segundo levantamento da Epagri.
O volume esperado para 2026 é cerca de 32% inferior ao registrado em 2025, quando a safra atingiu 5,4 mil toneladas e movimentou **R$ 32 milhões**. Apesar da redução na oferta, a expectativa é que o preço pago ao produtor se valorize, superando a média de R$ 6,44 por quilo praticada no ano anterior. O extrativismo é fonte de renda para cerca de 10 mil famílias rurais na região serrana, representando 30% dos produtores cadastrados pelo IBGE.
O município de Painel reafirma seu protagonismo como a "Capital Catarinense do Pinhão", com previsão de colher 1,2 mil toneladas — quase um terço de toda a produção regional. Na cidade, 80% das famílias rurais dependem diretamente da semente da araucária. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Juliano Bertoni, o início da safra transforma a dinâmica local, gerando uma intensa movimentação econômica e social que agora embasa o pleito do município pelo título de Capital Nacional do Pinhão.
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