Florianópolis – Com o esvaziamento dos corredores do Congresso Nacional e a proximidade do recesso parlamentar de fim de ano, o centro das decisões políticas de Santa Catarina transfere-se de Brasília para as bases eleitorais no estado. A pausa legislativa de dezembro de 2025 não será de descanso, mas de intensa articulação: é o tiro de largada não oficial para as eleições gerais de 2026.
Deputados federais e senadores catarinenses iniciam nesta semana um roteiro estratégico pelo interior. O objetivo principal é "pavimentar o terreno" junto aos prefeitos e vereadores que completam seu primeiro ano de mandato. Em um estado onde o municipalismo é forte, garantir a fidelidade das lideranças locais agora é vital para quem busca a reeleição ou voos mais altos no próximo ano.
O fator PL e a direita A hegemonia do Partido Liberal (PL) em Santa Catarina dita o ritmo das negociações. Com o governador Jorginho Mello caminhando para uma disputa de reeleição, a base governista aproveita o verão para fechar questão em torno dos nomes para o Senado e Câmara. Além disso, o recente movimento de apoio a Flávio Bolsonaro à Presidência, endossado por deputados catarinenses, deve ser testado nas bases para medir a temperatura do eleitorado bolsonarista raiz.
A movimentação do Centro e Oposição Enquanto o governo estadual busca blindar seus aliados, partidos como PSD e MDB tentam reorganizar o xadrez. O recesso serve para que lideranças como Eron Giordani e emedebistas históricos tentem construir uma alternativa viável ou negociem espaços majoritários. A "festa da firma" política deste fim de ano servirá para definir quem estará no palanque de quem quando a campanha oficial começar.
Para os analistas, o verão catarinense promete ser quente. As conversas de bastidores em praias e eventos de fim de ano definirão o desenho das coligações que o eleitor verá nas urnas em outubro de 2026.
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