Florianópolis - Uma publicação da deputada estadual Ana Campagnolo (PL) reacendeu, no último fim de semana, as tensões internas do PL em Santa Catarina. Ao compartilhar imagens de um encontro partidário em Governador Celso Ramos, a parlamentar deixou de mencionar a presença de Carlos Bolsonaro, o que gerou repercussão nos bastidores políticos.
Na legenda, Campagnolo destacou o “orgulho de ser catarinense”, que estava escrito na camiseta do governador Jorginho Mello. A mensagem foi interpretada por aliados como uma possível indireta a Carlos, que é natural do Rio de Janeiro e recentemente transferiu seu domicílio eleitoral para o estado.
A omissão provocou reação imediata de apoiadores da família Bolsonaro. O deputado paulista Lucas Bove (ex-marido da influenciadora Cíntia Chagas) criticou a atitude ao comparar a imagem publicada por Campagnolo com a foto oficial divulgada por Valdemar Costa Neto, na qual Carlos aparece. Ele classificou o gesto como “pequenez”.
Em resposta, Campagnolo subiu o tom nas redes sociais e afirmou que a publicação foi apenas um registro pontual feito por sua equipe, rebatendo o colega com críticas diretas: "Inacreditável é eu ter que ver um deputado eleito do PL se prestando a esse papelão de propagador de narrativa falsa e sabotador do partido em outro estado. Toma vergonha nessa cara. Está faltando serviço para você aí em São Paulo?" rebateu a deputada.
O episódio se soma a um histórico recente de atritos. Desde 2025, Campagnolo vêm questionando a viabilidade da candidatura de Carlos ao Senado, defendendo maior valorização de lideranças locais, como Caroline de Toni. Na época, as críticas geraram reação de Eduardo Bolsonaro, que acusou Campagnolo de agir com injustiça.
Apesar das divergências, a deputada catarinense nega qualquer rompimento com o bolsonarismo e afirma que mantém o direito de expressar posicionamentos estratégicos dentro do partido sem sofrer retaliações.
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