Milão-Cortina – Em uma descida memorável de 1min11s8c, Lucas Pinheiro Braathen escreveu, nesta semana, o capítulo mais importante do esporte de inverno brasileiro. Ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante nas Olimpíadas de Milão-Cortina 2026, o atleta quebrou um jejum de 102 anos e 26 edições, tornando o Brasil o primeiro país sem neve e apenas a segunda nação do Hemisfério Sul — ao lado da Austrália — a subir ao topo do pódio de inverno.
Mesmo sob neve intensa que dificultava a visibilidade na pista, Lucas dominou as duas descidas. Após liderar a primeira volta com 1min13s92, ele consolidou a vitória com o tempo total somado de 2min25s. O brasileiro superou favoritos absolutos da modalidade, deixando os suíços Marco Odermatt e Loic Meillard com as medalhas de prata e bronze, respectivamente. O feito coloca o Brasil em uma seleta lista de campeões mundiais, anteriormente restrita a potências como Áustria, Suíça e Noruega.
Embora o slalom gigante não seja sua especialidade principal, o desempenho de Lucas elevou as expectativas para a próxima etapa da competição. Na segunda-feira (16), o campeão olímpico retorna às montanhas para disputar o slalom tradicional, prova em que é especialista. A conquista inédita marca o esporte latino-americano e consagra a garra brasileira em solos gelados.
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