São Joaquim – O homem acusado de cometer dois assassinatos contra mulheres em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, em 2023, enfrentou novo julgamento nesta sexta-feira (28). O Tribunal do Júri sentenciou o réu a 30 anos de reclusão pela morte de sua ex-companheira, Maria Aparecida da Rosa, de 33 anos. O crime, ocorrido em 18 de setembro daquele ano, foi presenciado pelos filhos da vítima.
Esta condenação soma-se a uma sentença anterior. O réu já havia sido condenado a 30 anos e seis meses de prisão pelo estupro e assassinato da jovem Júlia Antonello Paes, de 19 anos, morta na localidade de Rabungo um mês antes do segundo crime. Com o acúmulo das penas, o tempo de reclusão ultrapassa o limite máximo de 40 anos previsto pela legislação brasileira para cumprimento em regime fechado.
Motivação e silêncio A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), conduzida pelo Promotor de Justiça Vinícius Silva Peixoto, apontou que o réu asfixiou Maria Aparecida para garantir sua impunidade. A investigação revelou que a ex-companheira havia descoberto o envolvimento dele no desaparecimento e morte da jovem Júlia e foi morta para que não denunciasse o fato às autoridades. O corpo de Júlia só foi localizado quatro meses depois, enrolado em um tapete na mata.
Os jurados acataram as qualificadoras de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido na presença dos filhos. O caso foi julgado considerando a violência doméstica como qualificadora, conforme legislação vigente à época.
"A comunidade de Bom Jardim da Serra e toda a região serrana aguardavam uma resposta firme, e os jurados deixaram claro que a vida dessas mulheres importa", declarou o promotor Vinícius Silva Peixoto após o veredito.
Canais de Denúncia O MPSC reforça a importância de denunciar casos de violência doméstica:
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Ouvidoria do MPSC: (48) 3229-9306 ou ouvidoria@mpsc.mp.br
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SEAC: (48) 3330-2570
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Disque Denúncia: 127
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