Penha – O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) deflagraram, na tarde desta quarta-feira (1º), a Operação Repartição. A ofensiva visa desarticular um esquema de "rachadinha" instalado na cúpula do Poder Legislativo de Penha, no Litoral Norte catarinense. Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra um agente político e um servidor público, além de quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí.
As investigações, conduzidas pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Penha, apontam que o esquema teve início em 2025. O "modus operandi" consistia na transferência de parte dos salários e benefícios de servidores do Legislativo, via PIX, diretamente para as contas dos investigados. Segundo o Ministério Público, o principal operador do esquema seria o Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara, que exigia os valores para repassá-los ao Presidente da Casa.
O nome da operação, "Repartição", faz alusão direta ao ato ilícito de dividir e partilhar indevidamente a remuneração de funcionários públicos em benefício de agentes políticos. Durante as diligências, materiais foram apreendidos e encaminhados à Polícia Científica para perícia. A análise desses documentos e dispositivos deve ajudar o GAECO a identificar outros possíveis envolvidos e a extensão da rede criminosa.
O processo tramita em sigilo, e o Ministério Público informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das etapas judiciais. O GAECO é uma força-tarefa composta pelo MPSC, polícias Civil, Militar e Penal, além da Receita Estadual e Bombeiros, focada no combate a organizações criminosas e corrupção de alta complexidade.
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