Florianópolis – O cenário político catarinense para 2026 entrou em ebulição nesta semana. A federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, subiu o tom contra o governador Jorginho Mello (PL), impondo condições rígidas para a manutenção da aliança governista. As informações são de Caroline Figueiredo, da Gazeta do Povo. O grupo exige apoio explícito à reeleição do senador Esperidião Amin (PP), ameaçando migrar para o palanque do prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo, João Rodrigues (PSD), caso não haja acordo.
O impasse surgiu após o governador sinalizar apoio a dois nomes do seu próprio partido para as duas vagas disponíveis ao Senado: o vereador Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni. A movimentação foi vista pelo PP como um rompimento de um acordo informal com Amin, aliado histórico de Jorginho. No entanto, o tabuleiro ganhou um novo elemento com o anúncio de que Caroline de Toni pretende, realmente, deixar o PL para disputar o Senado por outra legenda, após resistir a pressões para concorrer novamente à Câmara ou ser vice na chapa de Mello.
A estratégia do PL visava pavimentar o caminho para Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina no fim de 2025. O risco de isolamento de Amin na corrida para o senado levou a federação a reagir duramente. Enquanto a Gazeta do Povo aponta a saída iminente de De Toni do partido, o governador Jorginho Mello nega publicamente a deserção da parlamentar, tentando conter a crise que ameaça fragmentar sua base de apoio no estado.
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