Florianópolis – Santa Catarina inicia 2026 enfrentando incertezas em uma área crucial para o desenvolvimento e saúde pública: o saneamento básico. Segundo análise do cenário atual, o Estado acumula atrasos que comprometem o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento (MLS), que prevê 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.
A falta de definição sobre a regionalização do serviço é um dos principais entraves. O Governo do Estado já encaminhou dois projetos sobre o tema à Assembleia Legislativa (Alesc), mas ambos foram retirados sem sucesso na aprovação. Sem essa estruturação, o avanço nas concessões e nas obras necessárias para a infraestrutura sanitária permanece estagnado.
Em meio ao impasse, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) prorrogou até o dia 11 de janeiro o prazo para inscrições de empresas interessadas em realizar um diagnóstico detalhado do setor em Santa Catarina. O estudo, fundamental para embasar o processo de regionalização, levará seis meses para ser concluído após a contratação, o que deve adiar ainda mais as tomadas de decisão estratégicas.
A demora na elaboração de projetos e na execução de contratos bilionários coloca o estado em desvantagem no cenário nacional, dificultando o alcance dos índices de cobertura exigidos pela legislação federal nos próximos sete anos.