Brasília – Com o aumento dos casos de dengue no Brasil e a previsão de uma nova alta de diagnósticos até outubro de 2026, compreender os hábitos do mosquito Aedes aegypti tornou-se essencial para a prevenção. O inseto, que vive preferencialmente em áreas urbanas e dentro das residências, possui comportamentos específicos que facilitam a transmissão do vírus.
Diferente de outros pernilongos, o Aedes aegypti tem hábitos diurnos. As fêmeas, que necessitam de sangue para a maturação dos ovos, costumam atacar nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. No entanto, em dias nublados ou em locais com iluminação artificial, elas podem picar em qualquer horário. O mosquito é atraído por sinais químicos emitidos pelo corpo humano, como o dióxido de carbono (liberado na respiração), calor corporal e odores de suor. Isso explica por que algumas pessoas parecem ser "alvos" mais frequentes do que outras.
A transmissão ocorre quando a fêmea infectada pica uma pessoa saudável, injetando saliva contendo o vírus na corrente sanguínea. Muitas vezes, a picada passa despercebida, pois o mosquito libera substâncias anestésicas que diminuem a dor e a coceira imediata. Especialistas alertam que a melhor forma de proteção continua sendo a eliminação de criadouros — locais com água parada —, o uso de repelentes e a instalação de telas em portas e janelas.
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