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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
Economia

Endividamento das famílias em Santa Catarina atinge 78,4% em agosto, aponta pesquisa da CNC/Fecomércio

Índice alcança maior nível da série recente impulsionado pelo uso do crédito; inadimplência e contas em atraso apresentam queda no Estado

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Por ContextoSC
Endividamento das famílias em Santa Catarina atinge 78,4% em agosto, aponta pesquisa da CNC/Fecomércio
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Florianópolis — O percentual de famílias catarinenses com algum tipo de dívida atingiu a marca de 78,4% em agosto de 2026, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio SC. O indicador registrou avanço de 1,5 ponto percentual na comparação com julho e salto de 6,9 pontos percentuais frente a agosto de 2025, atingindo o patamar mais elevado da série histórica recente.

Apesar da expansão no volume total de endividados — que abrange modalidades como cartão de crédito, carnês, financiamentos habitacionais e automotivos —, o nível de inadimplência direta apresentou recuo estendido. Em agosto, 22% das famílias no Estado possuíam contas ou boletos em atraso, representando uma redução de 1,4 ponto percentual em relação a julho. Na comparação interanual com agosto do ano passado, quando a inadimplência atingia 31%, a queda chega a 9 pontos percentuais.

A economista da Fecomércio SC, Edilene Cavalcanti, analisa que o movimento reflete a ampliação do acesso e da confiança no uso de ferramentas de crédito para o consumo planejado de bens e serviços: “Essa é uma média histórica de Santa Catarina, de cerca de 7 em cada 10 famílias, mas a gente considera também que isso mostra que as pessoas estão fazendo mais compras parceladas e financiamentos. O uso do cartão de crédito não é um fator necessariamente negativo; ele se torna ruim quando não há capacidade de quitação. Consideramos que as famílias estão podendo consumir mais e fazendo isso com certo planejamento.”

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Comprometimento de renda e tempo de atraso

O estudo da Peic aponta que as famílias catarinenses comprometem, em média, 29% de sua renda mensal com a quitação de dívidas. Entre o grupo que acumula débitos já vencidos, o tempo médio de atraso atinge 63 dias.

Conforme a economista, esse prazo dilatado evidencia gargalos de orçamento, sobretudo nas faixas de menor poder aquisitivo: "O prazo de 63 dias indica uma dificuldade real das famílias em quitar débitos pendentes no curto prazo, reflexo da pressão orçamentária ao final do mês nas classes de menor renda", pontua Edilene.

Outro dado positivo destacado pelo levantamento é que apenas 8% dos entrevistados declararam que não terão condições financeiras de pagar as contas em atraso, indicador que apresentou retração frente a julho. No cenário nacional, Santa Catarina permanece em posição relativamente confortável, registrando taxas de endividamento e inadimplência inferiores à média do Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: CNC/Fecomércio
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