Florianópolis — Os consumidores de energia elétrica atendidos pela Celesc Distribuição em Santa Catarina passaram a pagar mais caro pelo fornecimento de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou o resultado da Revisão Tarifária Periódica (RTP) da concessionária, fixando um efeito tarifário médio de 10,82% nas contas em todo o território estadual.
A aplicação do percentual varia de acordo com a categoria de consumo e a faixa de tensão. Para os clientes de baixa tensão (Grupo B) — que englobam 99,5% da base de clientes, incluindo residências, pequenos estabelecimentos comerciais e propriedades rurais —, o reajuste médio autorizado foi de 9,26%. Já para os consumidores conectados em média e alta tensão (Grupo A), como indústrias e grandes centros comerciais, o acréscimo médio será de 14,16%.
Segundo dados regulatórios, a variação estrita da tarifa de distribuição da Celesc responderia por apenas 1,61% da elevação. No entanto, o peso dos encargos setoriais federais — recursos destinados a subsídios como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) — e tributos compõem a maior fatia do valor cobrado na fatura: a geração representa 28%, os encargos 23%, impostos 23%, a distribuição 16% e o segmento de transmissão 10%. A Revisão Tarifária ocorre a cada cinco anos para reavaliar investimentos em rede, eficiência operacional e custos das concessionárias no Brasil.
