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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Saúde

Casos de chikungunya disparam em SC, enquanto dengue apresenta forte redução

Até setembro de 2025, foram registrados 839 casos prováveis, aumento de 581%

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Casos de chikungunya disparam em SC, enquanto dengue apresenta forte redução
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Santa Catarina registrou uma queda expressiva nos números de dengue em 2025, mas enfrenta uma alta preocupante nos casos de chikungunya, segundo o informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta sexta-feira (5).

Entre 29 de dezembro de 2024 e 1º de setembro de 2025, foram registradas 17 mortes por dengue no estado, além de três óbitos em investigação. No mesmo período de 2024, haviam sido confirmadas 338 mortes — quase 20 vezes mais do que neste ano.

O número de casos prováveis de dengue também caiu: foram 24 mil em 2025, contra 333,2 mil em 2024, o que representa uma redução de 92,6%.

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Aumento nos casos de chikungunya

Enquanto a dengue apresenta redução, a chikungunya cresce rapidamente em Santa Catarina. Até setembro de 2025, foram registrados 839 casos prováveis, contra apenas 123 no mesmo período de 2024 — um aumento de 581%.

A doença, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, apresenta sintomas semelhantes à dengue, como febre e dores musculares, mas provoca fortes dores articulares, rigidez matinal e inchaço nas juntas, o que inspira maior preocupação.

O estado também contabiliza quatro mortes por chikungunya neste ano: três em Xanxerê e uma em Florianópolis. As vítimas tinham entre 76 e 85 anos.

Segundo o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, João Augusto Fuck, o envolvimento da população segue essencial. “É importante prosseguir com as medidas preventivas para evitar um aumento de casos quando as condições climáticas forem favoráveis.”

A Dive reforça que a chegada de casos importados pode desencadear transmissão local, como ocorreu em Xanxerê, onde o mosquito infectado passou a transmitir o vírus para outras pessoas.

 

Sintomas

Os sintomas da chikungunya geralmente aparecem de três a sete dias após a picada do mosquito infectado:

  • febre: geralmente é alta e pode se desenvolver repentinamente
  • dor muscular: normalmente intensa e constante
  • dor de cabeça: podem ocorrer como parte dos sintomas gerais da doença
  • fadiga: um dos sintomas mais comuns de chikungunya

Causas

A causa da chikungunya é o vírus Chikungunya (CHIKV), que pertence ao gênero Alphavirus. Ele é transmitido aos seres humanos principalmente através da picada de mosquitos.

A transmissão ocorre quando um mosquito Aedes pica uma pessoa infectada e depois pica uma pessoa saudável, que é contaminada pelo vírus. Além disso, a transmissão vertical, de mãe para filho, durante o parto, também pode ocorrer.

Diagnóstico

O diagnóstico da chikungunya geralmente é realizado por etapas:

  • avaliação clínica: o profissional responsável avalia os sintomas relatados pelo paciente, como febre, dores articulares, dor de cabeça e fadiga
  • testes laboratoriais: o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), por exemplo, pode detectar o material genético do vírus Chikungunya no sangue durante os primeiros dias da infecção
  • testes rápidos: como o teste para detecção de anticorpos, podem estar disponíveis para a chikungunya e proporcionar resultados em um curto período

Tratamento

O tratamento para a chikungunya visa aliviar os sintomas e melhorar o conforto do paciente:

  • repouso e hidratação: prevenir a desidratação é fundamental, especialmente se houver febre
  • analgésicos e medicamentos anti-inflamatórios: podem ser usados para diminuir a febre e aliviar a dor
  • medidas para o alívio da dor nas articulações: aplicações de compressas frias ou quentes nas articulações afetadas podem proporcionar alívio temporário

Prevenção

A prevenção da chikungunya envolve principalmente medidas para evitar picadas de mosquitos e controlar a população de transmissores:

  • eliminação de criadouros de mosquitos: pois são locais propícios para a reprodução de mosquitos. Isso inclui vasos, pneus velhos, recipientes de água e calhas entupidas
  • uso de repelentes: é necessário usá-los principalmente na pele exposta, com o cuidado de seguir as instruções do produto. É importante se certificar de que o repelente seja seguro para uso em crianças e pessoas grávidas
  • proteção em ambientes internos: instalar telas em janelas e portas para impedir a entrada de mosquitos
  • vacinação: a vacina, chamada IXCHIQ, é uma vacina recombinante atenuada e é administrada em dose única. Ela é indicada para pessoas com 18 anos ou mais que estejam em risco aumentado de exposição ao vírus Chikungunya. No entanto, ela é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimida
FONTE/CRÉDITOS: Redação|SES/Gov
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