Florianópolis – A deputada federal Caroline de Toni definiu as condições para sua possível filiação ao Partido Novo. Decidida a garantir sua candidatura ao Senado em 2026, a parlamentar aceita trocar o PL pela nova sigla, desde que o projeto majoritário continue alinhado à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
A articulação proposta por De Toni prevê um cenário de "chapa pura" ideológica, mas multipartidária na prática: ela concorreria ao Senado pelo Novo, tendo o prefeito de Joinville, Adriano Silva (também do Novo), como candidato a vice-governador na chapa de Jorginho. A outra vaga ao Senado seria de Carlos Bolsonaro (PL), mantendo a união do eleitorado conservador.
Essa engenharia política exigiria uma "coligação branca" ou o lançamento de candidaturas avulsas ao Senado dentro da aliança governista, modelo já utilizado em outros estados, como no Paraná em 2022. O objetivo da deputada é ter segurança jurídica e partidária para disputar a majoritária, algo que ficou incerto dentro do PL devido aos acordos nacionais da sigla com o Progressistas e a vinda de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina.
Comentários: