Santa Catarina – A cadeia avícola catarinense e nacional mantém uma trajetória de crescimento produtivo neste primeiro semestre de 2026, amparada pela boa disponibilidade de grãos para a nutrição animal. Conforme o Boletim Agropecuário nº 157, divulgado pela Epagri/Cepa, Santa Catarina produziu 307,6 milhões de frangos entre janeiro e abril deste ano — uma alta de 3,4% frente ao mesmo período de 2025. No cenário nacional, os dados do IBGE apontam que o Brasil abateu 1,71 bilhão de aves no primeiro trimestre, avançando 3,7% na comparação anual.
No comércio exterior, o desempenho acumulado de janeiro a maio de 2026 configurou o melhor resultado da série histórica para o período no país, somando US$ 4,62 bilhões em faturamento (alta de 11,8%). Santa Catarina mantém o protagonismo, respondendo por 22,9% do volume e 24,9% das receitas geradas pelas exportações brasileiras. Contudo, o mercado interno vive um cenário oposto, com forte pressão sobre os preços. Na comparação real com junho de 2025, o preço do frango vivo recuou 4,6% em SC e os principais cortes registraram uma desvalorização média de 14,4%, puxada por quedas expressivas no peito com osso (-17,0%) e no filé de peito (-13,6%).
🛡️ Desafio Sanitário com a União Europeia
O setor produtivo liga o alerta para as novas restrições impostas pela União Europeia às importações de produtos de origem animal em 2026. A medida exige critérios rigorosos de rastreabilidade, certificação e conformidade sanitária baseados na política One Health (Saúde Única), que restringe o uso de antibióticos promotores de crescimento. O impacto direto para o Estado é expressivo: nos primeiros cinco meses de 2026, o bloco europeu comprou US$ 201,18 milhões em produtos catarinenses. O setor agora trabalha para redirecionar esses volumes a outros mercados, evitando que o excesso de oferta interna derrube ainda mais as cotações locais.
