Florianópolis – Duas décadas após o brutal assassinato que abalou o Norte da Ilha de Santa Catarina, um homem foi condenado a 28 anos de reclusão pelo crime de duplo homicídio. O novo julgamento ocorreu nesta terça-feira (17) no Tribunal do Júri da Capital, impulsionado por um recurso do assistente de acusação que contestava o desfecho do primeiro júri, realizado em 2023. Na ocasião anterior, o réu havia recebido uma pena de apenas 6 anos de prisão pelo homicídio do homem com quem sua esposa se relacionava, tendo sido absolvido pelas mortes dos pais dele.
Desta vez, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese da 37ª Promotoria de Justiça da Capital, sustentada em plenário pelo Promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen. Os jurados reconheceram que os assassinatos dos pais do rapaz foram motivados por ciúmes (motivo fútil) e executados mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O crime ocorreu em março de 2000, quando o autor invadiu a residência da família armado com um revólver e uma faca, atacando os três moradores de surpresa.
O processo judicial arrastou-se por mais de 25 anos em decorrência da fuga do criminoso logo após a consumação dos fatos. O homem adotou uma identidade falsa e conseguiu despistar as forças de segurança pública por cerca de 22 anos, sendo localizado e preso apenas no ano de 2022. Com a nova decisão soberana do júri popular, o réu foi responsabilizado pelas três mortes e reconduzido ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado.
