FLORIANÓPOLIS – O cenário político catarinense vive um dia decisivo nesta quinta-feira (26). Um almoço na sede estadual do União Brasil, na Capital, reúne as principais cúpulas do PSD, MDB e da Federação União Progressista (UB e PP) para articular uma frente de oposição ao governador Jorginho Mello (PL). O encontro tem como objetivo principal cobrar um posicionamento definitivo do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), sobre sua pré-candidatura ao governo e a data de sua renúncia ao cargo municipal. Participam da reunião nomes como Esperidião Amin, Júlio Garcia, Raimundo Colombo e Carlos Chiodini.
Enquanto a oposição tenta se organizar, o governador Jorginho Mello colhe frutos de dissidências internas no Progressistas (PP). Em um jantar realizado na noite de quarta-feira (25), cerca de 20 prefeitos e deputados estaduais da legenda, como Zé Milton Scheffer e Pepê Collaço, reafirmaram apoio à reeleição do atual mandatário, ignorando a inclinação da cúpula do partido para a oposição. Esse movimento evidencia uma divisão entre os "CPFs" (lideranças individuais) e o "CNPJ" (diretriz oficial do partido), embora a decisão final sobre alianças caiba à federação com o União Brasil.
Outro destaque da política estadual é a crise em Penha, onde a Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu parecer pela cassação da chapa do prefeito Luizinho Américo (PL). O motivo seria uma promessa de R$ 5 milhões feita durante a campanha pelo deputado Ivan Naatz, condicionada à vitória nas urnas, o que foi configurado como abuso de poder político. No Legislativo, mudanças também ocorrem com a provável saída do deputado Jair Miotto do União Brasil rumo ao Republicanos, enquanto Sérgio Guimarães sinaliza permanência na sigla.
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