FLORIANÓPOLIS – O aumento expressivo de turistas na temporada de verão em Santa Catarina veio acompanhado de um crescimento alarmante nas ocorrências com águas-vivas. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), o estado registra uma média de 761 casos diários de queimaduras. No comparativo com a temporada anterior, o número de incidentes saltou mais de 50% entre meados de dezembro e o início de janeiro.
O levantamento da corporação indica que a concentração de casos não é uniforme. As praias do Litoral Sul, com destaque para Araranguá, e da região Norte, especialmente em Itajaí, lideram os atendimentos. Características oceanográficas, como a temperatura da água e correntes marinhas, favorecem a aproximação desses animais nas áreas de banho, especialmente em zonas de mar aberto.
Apesar do alto volume de ocorrências — que pode chegar a três mil em um único domingo de pico — estima-se que apenas 1% dos banhistas sejam atingidos. Para quem tiver o contato indesejado com os tentáculos, a orientação dos especialistas é clara: sair da água imediatamente e procurar um posto de guarda-vidas.
O tratamento correto envolve a aplicação de vinagre para neutralizar as toxinas e aliviar a dor. Os Bombeiros alertam que jamais se deve utilizar água doce ou coçar a região afetada, pois essas ações estimulam a liberação de mais veneno, agravando a lesão. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucos dias, mas reações alérgicas graves exigem encaminhamento hospitalar.
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