FLORIANÓPOLIS – A concretização do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia é aguardada com otimismo pelos setores produtivos de Santa Catarina. Com um perfil econômico voltado à exportação, o estado desponta como um dos maiores beneficiários potenciais da medida, que prevê a redução ou eliminação total de tarifas alfandegárias para diversos produtos brasileiros no mercado europeu.
Entidades como a Federação das Indústrias (FIESC) projetam que o acordo trará ganhos significativos de competitividade. O setor agroindustrial, carro-chefe da economia catarinense, deve ser o mais impactado positivamente. Atualmente, produtos como a carne de frango e suína enfrentam taxas elevadas para entrar na Europa; com o acordo, Santa Catarina ganha acesso privilegiado a um mercado de mais de 700 milhões de consumidores com alto poder aquisitivo.
Além da proteína animal, a indústria de transformação também mira novas oportunidades. O setor metalmecânico (com destaque para motores elétricos e compressores) e o polo cerâmico do sul do estado poderão exportar com custos reduzidos. Outra vantagem apontada por especialistas é a facilitação na importação de máquinas e tecnologias europeias, o que pode modernizar o parque fabril catarinense e aumentar a produtividade.
A estimativa é que o incremento nas exportações gere um efeito cascata na economia local, resultando na criação de empregos qualificados e no aumento da arrecadação, consolidando Santa Catarina como um player global estratégico no comércio transatlântico.
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