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<title>ContextoSC - Jornalismo Responsável</title>
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<description>O ContextoSC é um portal de notícias de Santa Catarina, com foco na região Sul. Sua sede está localizada em Braço do Norte.</description>
<language>pt-br</language>
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<title>Senado aprova alívio de imposto sobre combustíveis; texto vai à sanção</title>
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<description>Objetivo é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos contra o Irã</description>
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<media:description type="plain">© José Cruz/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, foi aprovado na noite desta quarta-feira (12), por 61 votos a 2, no Senado Federal, e agora seguirá para sanção presidencial.</p>

<p>Horas antes, o mesmo texto já havia passado pela Câmara dos Deputados, depois que um acordo entre governo e lideranças do Congresso viabilizou o avanço da medida.</p>

<p>O principal objetivo do projeto é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã no Oriente Médio, que fechou a principal rota de exportação do petróleo na região, provocando fortes oscilações na cotação do barril.</p>

<p>Mesmo assim, o alcance da norma foi ampliado pelos parlamentares para conceder benefícios fiscais a diferentes setores, incluindo a produção de etanol, de fertilizantes agrícolas, de pesquisa de minerais críticos e terras raras, bem como a desoneração de impostos para a Fifa, organizadora da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada no Brasil, em 2027.</p>

<p>A perda de arrecadação, de acordo com o texto, será compensada pelo aumento extraordinário de receitas da União obtidas justamente por conta do aumento no valor do petróleo, que ampliou os royalties e outras participações desde o início do ano.</p>

<p>Entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%.</p>

<h2>Benefícios tributários</h2>

<p>A inclusão do etanol e biocombustível foi um apelo do setor e busca impedir que subsídios à gasolina e ao diesel, por conta dos efeitos do preço do petróleo, eliminem a vantagem tributária dos combustíveis não fósseis.</p>

<p>A diferença deverá ser equivalente à praticada antes do conflito, tanto em termos percentuais quanto absolutos por unidade de medida. Se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas do etanol serão reduzidas a zero.</p>

<p>O projeto de lei prevê que o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado para garantir a diferenciação nos preços da gasolina e do etanol.</p>

<p>Produtores de etanol, inclusive cooperativas, também poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos com a Receita Federal. A compensação será feita por meio de saldos credores da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. O valor será proporcional ao percentual de produção de etanol hidratado em 2025 dos contribuintes habilitados.</p>

<p>Entre as medidas para os produtores rurais, o texto reduz de 50% para 30% o limite da receita com exportação para que a empresa possa se enquadrar na suspensão do pagamento do IBS e da CBS.</p>

<p>Outro benefício tributário contido no projeto permite à União conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031. Os créditos serão de até R$ 1 bilhão por ano. O valor corresponderá a até 20% dos gastos com produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional.</p>

<p>As mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e matérias-primas ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). A renúncia de receita deverá ser de até R$ 200 milhões por ano, de acordo com o texto.</p>

<p>Outros pontos do texto incluem a autorização ao governo para ampliar em até R$ 2,5 bilhões as despesas do Ministério da Defesa fora dos limites de gastos, que serão descontados de orçamentos futuros da pasta. Também passou no projeto uma autorização para antecipar até R$ 3 bilhões em despesas temporárias com saúde e educação que seriam programadas apenas para 2027.</p>

<h2>Trava sobre despesas</h2>

<p>O texto negociado com o governo incluiu dispositivos para atrelar o crescimento de determinadas despesas aos limites do arcabouço fiscal, em caso de previsão de déficit fiscal projetado pelo relatório bimestral de receitas e despesas do governo.</p>

<p>Caso se aponte déficit, recursos de fundos, como o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), só poderão ser corrigidos, no exercício seguinte, pela variação da inflação e mais um percentual máximo de até 2,5%.</p>

<p>Esse mesmo gatilho pode frear o crescimento dos pisos constitucionais de saúde e educação, atualmente definidos em 15% e 18%, respectivamente, da Receita Corrente Líquida (RCL) da União.</p>

<p>O projeto não altera a fórmula de cálculo da RCL e suas vinculações de despesas, mas impede que determinadas receitas extraordinárias, especialmente as provenientes do petróleo, sejam utilizadas para ampliar automaticamente despesas cuja evolução está vinculada à RCL. Nestes casos, se houve previsão de déficit fiscal, o crescimento dessas despesas também fica limitado à correção da inflação até o máximo de 2,5%.</p>

<h2>Acordo com o governo</h2>

<p>A votação deste Projeto de Lei Complementar foi viabilizada após acordo do governo com lideranças do Congresso Nacional, com participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram no Palácio da Alvorada para definir as prioridades legislativas deste período de esforço concentrado no Parlamento.</p>

<p>Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).</p>

<p>O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa esta semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votações em plenário e nas comissões.</p>

<p>De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 22:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Congresso adia instalação de comissão sobre MP da "taxa das blusinhas"</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/congresso-adia-instalacao-de-comissao-sobre-mp-da-taxa-das-blusinhas</link>
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<description>Ainda não houve acordo sobre a relatoria e a presidência do colegiado. Outras cinco Medidas Provisórias tiveram comissões instaladas.</description>
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<media:description type="plain">© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso Nacional decisiu nesta quarta-feira (12) adiar a instalação da comissão parlamentar mista que vai analisar a Medida Provisória (MP) apelidada de "taxa das blusinhas", que zera o imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 feitas pela internet. A medida perde a validade no dia 8 de setembro se não for aprovada na Câmara e no Senado.</p>

<p>Segundo informações da liderança do governo no Congresso, ainda não houve acordo sobre a relatoria e a presidência do colegiado, por isso ela só deve ser instalada daqui a três semanas, entre os dias 31 de agosto 3 de setembro, quando deputados e senadores vão realizar um novo esforço concentrado para votação de propostas legislativas prioritárias pendentes.</p>

<p>A análise da MP da taxa das blusinhas estava parada por falta de autorização para instalação da comissão por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que levou o governo a pedir formalmente a instalação do colegiado.</p>

<p>Mais cedo, nesta quarta-feira (12), o ministro das Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, informou que uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre, no Palácio da Alvorada, contribuiu para destravar pautas em tramitação no Legislativo, incluindo esta e outras MPs.</p>


<p>"Foi reafirmada a importância do avanço das pautas prioritárias para o Governo, como a PEC do fim da escala 6x1, a MP que trata do fim da 'taxa das blusinhas', a PEC da Segurança Pública e o PL de Minerais Críticos", disse Guimarães, em postagem nas redes sociais.</p>


<h2>Outras MPs</h2>

<p>Apesar da indefinição da comissão da Medida Provisória da taxa das blusinhas, outras cinco MPs que estavam pendentes de análise tiveram seus colegiados instalados, com escolha de presidentes e relatores.</p>

<p>São elas: </p>

<ul>
	<li>MP que estabelece alterações no Código de Trânsito para simplificar atividades de motoboys e mototaxistas (MP 1.360/2026);</li>
	<li>MP que permite a renegociação das dívidas de produtores rurais que perderam safras entre 2019 e 2025 (MP 1.376/2026);</li>
	<li>MP que amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), voltado à redução das filas de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal (MP 1.369/2026);</li>
	<li>MP que cria um "adicional de fronteira" para servidores de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) e analistas técnicos do Poder Executivo federal que atuam em localidades estratégicas (MP 1.375/2026);</li>
	<li>MP que criou e tornou obrigatória a aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para o exercício da profissão no país (MP 1.370/2026).</li>
</ul>

<h2>Impostos sobre combustíveis</h2>

<p>O acordo para destravar pautas no Congresso tabém viabilizou a aprovação, tanto na Câmara, quanto no Senado, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que estabelece redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.</p>

<p>O objetivo da medida é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã no Oriente Médio, que fechou a principal rota de exportação do petróleo na região, impactando e fortes oscilações na cotação do barril.</p>

<p>Além da redução de tributos sobre derivados de petróleo, o texto prevê benefícios fiscais para o setor de etanol, de fertilizantes agrícolas, da pesquisa de minerais críticos e terras raras, além da desoneração de impostos para Fifa, organizadora da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada no Brasil, em 2027.</p>

<p>"A retomada do diálogo institucional é fundamental para que Executivo e Legislativo possam avançar nas pautas prioritárias e entregar os resultados aguardados pela população", destacou o ministro José Guimarães, ao celebrar a reunião entre Lula e Alcolumbre.</p>

<h2>Diálogo entre Poderes</h2>

<p>José Guimarães acrescentou que "novos encontros" com senadores estão previstos até o final de semana. Das pautas prioritárias do governo ainda pendentes, Alcolumbre segue sem sinalizar avanço na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 de trabalho e redução da jornada laboral para até 40 horas semanais.</p>

<p>Esse texto já passou pela Câmara no semestre passado e está paralisado no Senado. </p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León e Pedro Rafael Vilela - Repórteres da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 21:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/consumidores-poderao-escolher-fornecedores-de-energia-a-partir-de-2027</link>
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<description>Com regra as pequenas indústrias e comércios poderão escolher já em novembro de 2027, enquanto os consumidores residenciais o farão a partir de novembro de 2028.</description>
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<media:description type="plain">© Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia.</p>

<p>A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028. </p>

<p>As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações.</p>

<p>O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado.</p>

<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor. </p>

<h2>Energia Sustentável</h2>

<p>Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono.</p>

<p>Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%.</p>

<p>Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional.</p>

<p>Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).</p>

<p>Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado.</p>

<p>Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 20:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Câmara aprova redução de impostos para combustíveis e outros setores</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/camara-aprova-reducao-de-impostos-para-combustiveis-e-outros-setores</link>
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<description>Texto agora vai para votação no Senado e inclui outros setores. Objetivo é mitigar efeitos do aumento de preço dos combustíveis, decorrente da guerra dos Estados Unidos contra o Irã, no Oriente Médio.</description>
<media:content url="https://www.contextosc.com.br/uploads/images/2026/08/camara-aprova-reducao-de-impostos-para-combustiveis-e-outros-setores1786577773.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que estabelece redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. Foram 318 votos favoráveis, 113 contrários e uma abstenção.</p>

<p>O texto agora vai para votação no Senado. O objetivo da medida é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã no Oriente Médio, que fechou a principal rota de exportação do petróleo na região, provocando fortes oscilações na cotação do barril.</p>

<p>A perda de arrecadação, de acordo com o texto, será compensada pelo aumento extraordinário de receitas da União obtidas por causa do aumento no valor do petróleo, que ampliou os royalties e outras participações desde o início do ano.</p>


<p>"Somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%", destacou a relatora do projeto, Marussa Boldrin (Republicanos-GO).</p>


<p>Marussa apresentou um substitutivo ao texto original, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-SP), ampliando ainda mais o alcance da proposta para além do setor de combustíveis derivados do petróleo. Os benefícios fiscais passaram a incluir os setores de etanol, fertilizantes agrícola e pesquisa de minerais críticos e terras raras, além da desoneração fiscal para a Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2027.</p>

<p>A inclusão do etanol e dos biocombustíveis busca impedir que subsídios à gasolina ou ao diesel eliminem a vantagem tributária dos combustíveis não fósseis. A diferença deverá ser equivalente à praticada antes do conflito, tanto em termos percentuais quanto aos valores absolutos por unidade de medida. Se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas do etanol serão reduzidas a zero.</p>

<p>Neste ano, o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado para garantir a diferenciação nos preços da gasolina e do etanol. Produtores de etanol, inclusive cooperativas, poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos com a Receita Federal.</p>

<p>A compensação será feita por meio de saldos credores da contribuição para o PIS/Pasep da Cofins. O valor será proporcional ao percentual de produção de etanol hidratado em 2025 dos contribuintes habilitados.</p>

<p>Entre as medidas para os produtores rurais, o texto reduz de 50% para 30% o limite da receita com exportação para que a empresa possa se enquadrar na suspensão do pagamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). </p>

<p>A União poderá conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031. Os créditos serão de até R$ 1 bilhão por ano. O valor corresponderá a até 20% dos gastos com produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional.</p>

<p>As mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e matérias-primas ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). A renúncia de receita deverá ser de até R$ 200 milhões por ano.</p>

<p>A proposta também prevê medidas como regras para a destinação de recursos a hospitais inteligentes de alta complexidade e benefício fiscal para a Fifa pela realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será sediada no Brasil.</p>

<h2>Acordo com o governo</h2>

<p>A votação deste Projeto de Lei Complementar foi viabilizada após acordo do governo com lideranças do Congresso Nacional, com participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram no Palácio da Alvorada para definir as prioridades legislativas deste período de esforço concentrado no Parlamento.</p>

<p>Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).</p>

<p>O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa essa semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votações em plenário e nas comissões. De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro.</p>

<p>*Com informações da Agência Câmara.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Pedro Rafael Vilela* - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 20:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Totalização dos votos é aberta, auditável e segura, diz TSE</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/totalizacao-dos-votos-e-aberta-auditavel-e-segura-diz-tse</link>
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<description>Secretário de Tecnologia da Informação do TSE explica como funciona a totalização dos votos e afirma que o sistema eletrônico de votação permite fiscalização e auditoria em diferentes etapas do processo eleitoral. Segundo Júlio Valente, os resultados de cada seção podem ser conferidos antes e depois da totalização e não há registro de fraude comprovada nas urnas eletrônicas</description>
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<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Com a aproximação das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça os mecanismos de segurança e fiscalização do sistema eletrônico de votação. O secretário de Tecnologia da Informação da corte, Júlio Valente, explicou que o processo de votação e totalização dos resultados é estruturado de forma descentralizada e pública, permitindo a verificação dos dados produzidos em cada seção eleitoral.</p>

<p>De acordo com Valente, uma das principais características do sistema brasileiro é que a apuração dos votos começa na própria seção eleitoral. Ao fim da votação, a urna eletrônica registra o resultado e imprime o boletim de urna, com os votos recebidos por candidatos e partidos. Uma das vias é afixada no local de votação, e os dados também podem ser conferidos posteriormente no resultado divulgado pela Justiça Eleitoral.</p>

<p>O secretário explicou que os arquivos com os resultados são retirados da urna e transmitidos por canais criptografados. Antes de serem incorporados à totalização, passam por verificações que confirmam, entre outros pontos, se foram gerados pela urna eletrônica destinada àquela seção e se possuem a assinatura digital correspondente.</p>

<p>“Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, disse Valente.</p>

<p>Ele ressaltou que partidos, candidatos e instituições fiscalizadoras podem acompanhar as diferentes etapas do processo. Segundo o secretário, o sistema eleitoral oferece atualmente dezenas de oportunidades de fiscalização e auditoria.</p>

<p>Valente também destacou a biometria como uma das camadas de segurança do processo eleitoral. O mecanismo busca garantir que apenas o eleitor identificado possa liberar a urna para votar. Caso haja algum impedimento para a identificação biométrica, o mesário pode autorizar a votação, deixando registrado o procedimento.</p>

<h2>Recontagem</h2>

<p>Segundo Valente, eventuais questionamentos sobre os resultados podem ser apresentados à Justiça Eleitoral. Caso haja elementos que justifiquem uma recontagem, as urnas e os registros digitais dos votos permanecem preservados e lacrados após a eleição para permitir auditorias.</p>

<p>Sobre o voto impresso, o secretário lembrou que a implantação do modelo previsto em legislação foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também citou a experiência realizada em 2002, quando a utilização de impressoras provocou problemas técnicos e aumentou a taxa de falhas no sistema.</p>

<p>Para Valente, a participação de partidos e instituições na fiscalização é fundamental para fortalecer a confiança no processo eleitoral. “O processo eleitoral brasileiro é um dos mais seguros, modernos e auditáveis do mundo”, afirmou.</p>

<h2>Desinformação</h2>

<p>Ao responder às críticas sobre a segurança das urnas eletrônicas, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, ressaltou que não há registro de fraude comprovada no sistema eletrônico de votação desde sua implantação, em 1996.</p>

<p>Segundo ele, o modelo substituiu o sistema de votação por cédulas de papel, que apresentava casos documentados de fraudes durante a coleta, a apuração e a guarda dos votos.</p>

<p>Para Valente, além do histórico de quase 30 anos sem casos comprovados de fraude nas urnas eletrônicas, a possibilidade de fiscalização é um dos principais elementos de segurança do sistema. Segundo o secretário, o processo eleitoral brasileiro conta atualmente com 40 oportunidades de fiscalização e auditoria, permitindo o acompanhamento e a verificação das diferentes etapas da votação e da totalização dos resultados.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 19:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>AGU defende arquivamento de processo contra Moraes nos EUA </title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/agu-defende-arquivamento-de-processo-contra-moraes-nos-eua</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.contextosc.com.br/noticia/agu-defende-arquivamento-de-processo-contra-moraes-nos-eua</guid>
<description>Em maio deste ano, a Justiça norte-americana determinou que Moraes seja intimado por e-mail para se defender no processo.</description>
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<media:description type="plain">© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (12) que pediu à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento do processo movido pelas redes sociais Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.</p>

<p>Na petição foi enviada à Justiça da Flórida, a AGU, que faz a defesa do ministro, sustenta que a própria lei norte-americana reconhece a imunidade e a soberania de Estados estrangeiros perante os tribunais dos Estados Unidos.</p>

<p>A AGU também argumentou que as decisões de Moraes foram referendas pela Primeira Turma da Corte, formada por cinco ministros.</p>

<p>Rumble e Trump Media acusam Moraes de determinar a suspensão de perfis de brasileiros que moram nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos. As medidas foram determinadas porque os alvos são acusados de ataques antidemocráticos contra o Supremo.</p>

<h2>Notificação</h2>

<p>Em maio deste ano, a Justiça norte-americana determinou que Moraes seja intimado por e-mail para se defender no processo.</p>

<p>A medida foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido do Rumble para notificar Moraes por meio de uma carta rogatória, instrumento jurídico usado para notificar quem mora no exterior. Por lei, cabe ao STJ autorizar esse tipo de procedimento.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 18:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Doação de sangue: espera para quem fez tatuagem e piercing será menor</title>
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<description>Novas regras entram em vigor em outubro. Pessoas com mais de 70 anos também poderão continuar a doar</description>
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<media:description type="plain">© Tomaz Silva/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).</p>

<p>Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.</p>

<p>Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.</p>

<p>O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses. </p>

<p>O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam "a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual", protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.  </p>

<p>A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente. </p>

<p>As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação. </p>

<p>Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes. </p>

<h2>Doadores com mais de 70 anos</h2>

<p>Idosos com ou mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite. </p>

<p>O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia. </p>

<h2>Como doar sangue? </h2>

<h2>>> Veja quais são os critérios para doar sangue: </h2>

<ul>
	<li>Ter pelo menos 18 anos (adolescentes de 16 anos precisam ter consentimento formal do responsável legal).</li>
	<li>Apresentar documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe). São aceitos documentos digitais com foto.</li>
	<li>Pesar no mínimo 50 kg</li>
	<li>Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.</li>
	<li>Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.</li>
</ul>

<p>Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar. </p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 18:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Câmara instala comissão sobre PEC da redução da maioridade penal</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/camara-instala-comissao-sobre-pec-da-reducao-da-maioridade-penal</link>
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<description>Chapa única foi eleita com 19 votos, tendo como presidente o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA).</description>
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<media:description type="plain">© Renato Araújo/Câmara dos Deputados</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (12), a Comissão Especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 anos para 16 anos. O relator escolhido foi o deputado federal Mendonça Filho (União-PE).</p>

<p>Com a instalação, a comissão terá de 10 a 40 sessões do plenário da Câmara para votar um relatório sobre o tema. A PEC 32 de 2015 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em junho deste ano.</p>

<p>Durante a sessão, foi eleita a mesa que vai conduzir o processo. A chapa única foi eleita com 19 votos, tendo como presidente o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA). Como a escolha cabe ao presidente da comissão, Mendes anunciou o deputado Mendonça Filho para relator da PEC.</p>

<p>O colegiado ainda elegeu o 1º vice-presidente, deputado Guilherme Derrite (PL-SP), o 2º vice-presidente, Benes Leocádio (União-RN) e o 3º vice-presidente, o deputado Sargento Fahur (PL-PR).</p>

<p>Se aprovada na Comissão Especial, a PEC segue para análise dos plenários da Câmara e do Senado, onde deve ser aprovada, em dois turnos, com maioria de três quintos dos parlamentares por se tratar de uma mudança constitucional.</p>

<p>Os defensores da proposta sustentam que a legislação para adolescentes é branda. Por outro lado, organizações sociais criticam a medida, argumentando que apenas amplia as prisões, sem resultados positivos para a segurança pública.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>BNDES tem lucro recorde de R$ 9,2 bi no primeiro semestre</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/bndes-tem-lucro-recorde-de-r-9-2-bi-no-primeiro-semestre</link>
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<description>Ativos totais do banco, nesse primeiro trimestre, somaram R$ 1,05 trilhão, maior valor de sua da história, segundo o BNDES.</description>
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<media:description type="plain">© Tomaz Silva/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>No primeiro semestre deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, o que representou alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses, até junho deste ano, o lucro recorrente alcançou R$ 17,1 bilhões, um recorde histórico para a instituição.</p>

<p>Para o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, os resultados do primeiro semestre foram bastante positivos.</p>


<p>“É um balanço extraordinário. É muito raro você conseguir combinar essas condições que estamos aqui apresentando hoje, com consistente e acelerado crescimento no volume de créditos e uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado”, disse ele no final da manhã de hoje (12), em entrevista coletiva concedida na sede da instituição, em São Paulo.</p>


<p>Os ativos totais do banco, nesse primeiro trimestre, somaram R$ 1,05 trilhão, maior valor de sua da história, segundo o BNDES. Já a carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido, por sua vez, atingiu R$ 181 bilhões, maior patamar histórico.</p>

<p>Além disso, informou o banco, as aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no período, aumento de 52% na comparação com o ano passado. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), que somaram, respectivamente, R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões. Já os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões, o que significou aumento de 27%, enquanto os créditos para a indústria atingiram R$ 22,5 bilhões, alta de 24%.</p>

<p>Por sua vez, o apoio às micro, pequenas e médias empresas somou R$ 108,2 bilhões, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre o mesmo período do ano passado.</p>

<p>Quanto à inadimplência registrada para 90 dias, ela se manteve praticamente estável, em torno de 0,05%, inferior à do Sistema Financeiro Nacional, que é 4,68% no geral e 0,66% para grandes empresas.</p>

<h2>Diversificação</h2>

<p>Durante a entrevista coletiva, Mercadante informou que o BNDES tem procurado diversificar sua carteira, investindo em novos setores e projetos como o carro voador, inteligência artificial, minerais críticos e terras raras. “Vamos entrar forte em terras raras, lítio e em mobilidade. Estamos financiando o PIB de toda indústria automotiva para fazer o elétrico flex para trazer o biocombustível junto com a mobilidade elétrica, que é uma rota tecnológica própria que o Brasil está perseguindo”, afirmou.</p>

<p>O presidente do banco explicou que o BNDES tem trabalhado em projetos de reconstrução e antecipado ações de prevenção e combate às mudanças climáticas. “Nós vamos ter novas emergências climáticas. O El Niño está vindo com força e tudo sinaliza que este ano já está muito mais quente no Brasil do que em 2024. Devemos ter muita chuva no sul, ondas de calor no Sudeste e muita seca no Norte e Nordeste. Então [o BNDES] vai ter que entrar [nesse tema]. Vamos ter que ajudar essas empresas, essas comunidades, essas famílias”, explicou.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 15:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Oposição e Amorim divergem sobre atritos entre Brasil e EUA sob Trump</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/oposicao-e-amorim-divergem-sobre-atritos-entre-brasil-e-eua-sob-trump</link>
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<description>O embaixador Celso Amorim foi convidado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara para comentar, entre outros assuntos, a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.</description>
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<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Deputados da oposição e o assessor especial da presidência da República, embaixador Celso Amorim, divergiram em comissão na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), sobre os atritos recentes nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos (EUA).</p>

<p>De um lado, Amorim argumentou que as ações dos EUA contra o Brasil, como o recente tarifaço, têm motivação política. Segundo ele, a Casa Branca sob Donald Trump tenta subordinar a América Latina aos interesses do país norte-americano.</p>


<p>“O presidente Lula tem sido firme em reiterar que não aceitaremos que medidas unilaterais sejam utilizadas como pretexto para relativizar a soberania nacional ou impor constrangimentos econômicos para o nosso país”, destacou.</p>


<p>O embaixador citou vídeo publicado pela diplomacia estadunidense, nessa terça-feira (11), em que afirma que a dominação dos EUA sobre a América Latina não deve ser questionada.</p>


<p>“Quem tiver visto o vídeo que foi divulgado ontem pelo Departamento de Estado, e lido pelo embaixador dos EUA no Panamá, verá que o que se quer fazer justamente é relativizar a soberania dos países latino-americanos em geral. Inclusive, naturalmente, o Brasil”, completou.</p>


<p>De outro lado, parlamentares da oposição tentaram responsabilizar o governo do Brasil pelas ações do governo Trump, como sustentou o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP).</p>


<p>“A atual conversão do Brics em uma linha de frente anti-ocidental demonstra um padrão sistemático de anti-americanismo, que priorizou o debate retórico e a vaidade pessoal em detrimento do pragmatismo comercial estratégico do Estado brasileiro”, afirmou o parlamentar.</p>


<p>O Brics é um grupo político e econômico formado por grandes países emergentes. Entre eles, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os membros do Brics costumam negar ser um grupo anti-ocidental, citando inclusive a participação da Índia, país historicamente próximo dos EUA.</p>

<p>O deputado Luiz Philippe ainda pediu que o governo brasileiro “destrave” a concessão do visto diplomático ao indicado pela Casa Branca para ser embaixador no Brasil, de Daniel Pérez. A demora levou os EUA a cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. </p>

<p>Já o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) sustentou que houve uma “agressão à soberania dos EUA” por parte do Brasil devido, entre outros motivos, ao bloqueio de contas de empresas estadunidenses no caso do processo envolvendo a rede social X, que se negou a cumprir decisões judiciais do Brasil.</p>


<p>“O que nós estamos vendo é uma agressão brasileira à soberania americana. Dizer que o tarifaço não tem relação com o que o Brasil está fazendo com os EUA é maquiar os fatos”, disse.</p>


<p>O assessor especial da presidência da República Celso Amorim rebateu a tese de que os atritos com a Casa Branca teriam razões ideológicas. Segundo o embaixador, o Brasil está aberto a negociar com qualquer governo, independente das posições políticas.</p>

<p>O embaixador brasileiro acrescentou que o governo federal decidiu não conceder vistos diplomáticos a representantes estrangeiros, de qualquer país, até as eleições de outubro. Ele classificou como "bizarra" a divulgação do indicado para embaixador dos EUA no Brasil antes do Itamaraty aceitar o pedido, o que contraria os tratados internacionais. </p>

<p>“Os EUA ficaram mais de um ano e meio sem embaixador aqui depois que saiu a embaixadora do governo [Joe] Biden. Ficava aqui um encarregado de negócios [dos EUA]. De repente, na proximidade das eleições, às pressas, sem o nosso consentimento, querem creditar outro embaixador”, comentou.</p>

<p>Para o governo brasileiro, existe uma tentativa de Donald Trump de interferir nas eleições brasileiras. </p>

<h2>Facções criminosas</h2>

<p>O embaixador Celso Amorim foi convidado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara para comentar, entre outros assuntos, a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.</p>

<p>O assessor presidencial explicou que a medida não pode ser descontextualizada das ações recentes da Casa Branca e do momento que o mundo vive. Para o Planalto, a decisão pode ser usada como pretexto para intervenções externas no Brasil, inclusive militares.</p>


<p>“Não se pode ignorar que determinadas interpretações extremas da classificação como terrorista ou narcoterrorista já foram utilizadas para justificar operações de força em outros contextos internacionais”, disse.</p>


<p>Para Amorim, a classificação pode ser manipulada geopoliticamente para interferir nos assuntos internos do Brasil e, por isso, o governo brasileiro tem se posicionado contra essa designação por parte da Casa Branca.</p>

<p>“De acordo com a lei americana, o fato de ser classificada como terrorista, dá poder aos EUA para agir militarmente. Não falo nem só da Venezuela, mas mesmo os mais de 200 que morreram em operações no Pacífico e no Caribe, e sem nenhuma preocupação sequer de prova”, disse.</p>

<p>Amorim de referiu aos ataques dos EUA contra lanchas e embarcações alegando, sem provas, tratar-se de tráfico internacional de drogas.</p>

<p>Pelo outro lado, a oposição defendeu a posição norte-americana sobre as facções no Brasil e criticou o governo por se opor à decisão do governo Trump, como sustentou o deputado General Girão (PL-RN).</p>


<p>“Existe um medo de que as forças especiais americanas entrem aqui no Brasil para pegar os criminosos que estão associados aos terroristas”, justificou o parlamentar.</p>


<p>Amorim rebateu que soberania é o próprio Brasil combater o problema. “Não é chamar ou permitir que venha um russo, americano ou um chinês fazer isso”, respondeu.</p>

<p>Amorim ainda lembrou que a designação das facções como terroristas pode trazer prejuízos econômicos para o país, e que é “total” o desejo do governo de combater o crime organizado.</p>


<p>“Agora, nós não queremos de maneira alguma subordinar a nossa soberania à presença de outros países. Nem da China, nem dos EUA, nem da Rússia, nem de nenhum deles. Isso aqui é uma questão brasileira”, pontuou.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>STF ordena suspensão e devolução de penduricalhos "exorbitantes" </title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/stf-ordena-suspensao-e-devolucao-de-penduricalhos-exorbitantes</link>
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<description>Em sua decisão, Moraes citou o trabalho da imprensa, que tem fiscalizado e noticiado pagamentos mensais a juízes e juízas que ultrapassam os limites estabelecidos pelo Supremo neste ano.</description>
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<media:description type="plain">© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quarta-feira (12) que sete tribunais suspendam o pagamento de salários em desconformidade com as limitações impostas pela Corte, bem como que os magistrados beneficiados devolvam as “verbas exorbitantes”. </p>

<p>Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes também proferiram decisões similares em processos sobre o mesmo tema dos quais são relatores. São alvo os tribunais do Maranhão, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Paraná, de Goiás e Rondônia. </p>

<p>Em sua decisão, Moraes citou o trabalho da imprensa, que tem fiscalizado e noticiado pagamentos mensais a juízes e juízas que ultrapassam os limites estabelecidos pelo Supremo neste ano, ao julgar ações sobre os chamados “penduricalhos” - pagamento de verbas indenizatórias além dos vencimentos normais. </p>

<p>Por decisão do plenário do Supremo, tais verbas não podem ultrapassar, num mês, 70% do salário de um juiz, sendo 35% relativos ao adicional por tempo de serviço e outros 35% reservados para qualquer outra rubrica. Os ministros também listaram quais tipos de verbas podem ser consideradas legais, proibindo que os tribunais inovem na criação de indenizações aos magistrados. </p>

<p>Em decisões anteriores, Moraes, Dino, Mendes e também o ministro Cristiano Zanin, relatores de diferentes processos sobre o tema, determinaram que os tribunais de todo o país enviassem informações para comprovar o cumprimento da decisão. Com base nesses dados que Moraes afirmou, na decisão desta quarta (12), haver persistência no descumprimento das diretrizes do Supremo. </p>

<p>“Infelizmente, não obstante a clareza dessas diretrizes, identificam-se nos documentos enviados pelos Tribunais de Justiça inúmeras verbas pagas em desacordo, tais como: auxílio assistência pré-escolar; licença compensatória; licença compensatória (difícil acesso); turma recursal; diferença gratificação diretor de fórum; gratificação mesa diretora; auxílio mudança; auxílio adoção; 20% final carreira; gratificação indenizatória função administrativa; gratificação acúmulo distribuição; gratificação de acúmulo distrital; gratificação - grupo de metas; gratificação - coordenações especiais; gratificação presidente, vice-presidente e corregedor; entre outras”, listou o ministro. </p>

<p>Ele determinou que os tribunais enviem em 72 horas a lista dos magistrados beneficiados por pagamentos fora das diretrizes do Supremo. A decisão estabelece ainda que tais juízes devolvam imediatamente qualquer valor recebido que esteja acima dos limites estabelecidos pela Corte. </p>

<p>Os presidentes dos tribunais envolvidos têm cinco dias para comprovar a suspensão de qualquer pagamento fora dos limites criados pelo Supremo. </p>

<h2>Casos </h2>

<p>Na decisão desta quarta, Moraes listou diversos casos que chamaram a atenção do Supremo, incluindo a previsão de que um magistrado do Maranhão recebesse mais de R$ 3,2 milhões em 12 parcelas, a título de verbas rescisórias. Outros 300 magistrados do estado receberam ao menos R$ 100 mil na folha de abril. </p>

<p>No Distrito Federal, uma única magistrada recebeu R$ 490 mil em maio, enquanto outra juíza, no Rio de Janeiro, recebeu R$ 202 mil. No Rio Grande do Norte, o mesmo magistrado recebeu R$ 554 mil em abril e R$ 544 mil em maio. Já em Rondônia, 90% dos magistrados do Tribunal de Justiça receberam acima de R$ 100 mil em abril. </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 12:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Após AVC isquêmico, líder do PT na Câmara continua internado</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/apos-avc-isquemico-lider-do-pt-na-camara-continua-internado</link>
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<description>Pedro Uczai continua internado em hospital de Brasília para exames complementares, de acordo com informações postadas na redes sociais do parlamentar.</description>
<media:content url="https://www.contextosc.com.br/uploads/images/2026/08/apos-avc-isquemico-lider-do-pt-na-camara-continua-internado1786545371.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Lula Marques/Agência Brasil.</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), não apresenta alterações cognitivas, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico nessa terça-feira (11). Ele continua internado no Hospital DF Star, em Brasília, de acordo com informações postadas nas redes sociais do deputado.</p>


<p>“O quadro não apresenta déficit motor, nem cognitivo. O parlamentar permanece internado para observação clínica e realização de exames complementares, evoluindo de forma estável.”</p>


<p>Em nota, a assessoria de comunicação de Uczai informou que ele passou a noite bem, sem intercorrências e mantém-se consciente, orientado, estável e sem alterações cognitivas ou motoras.</p>

<p>“A internação prossegue para observação e realização de exames complementares com evolução clínica positiva”, destacou o comunicado.</p>

<p>O deputado passou mal nessa terça-feira (11), durante reunião do Colégio de Líderes. Ele chegou a ser socorrido por outros parlamentares, incluindo o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é médico.
 </p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional</title>
<link>https://www.contextosc.com.br/noticia/saude-inicia-migracao-de-dados-do-sus-para-nuvem-nacional</link>
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<description>Brasil deve se tornar um dos únicos países com soberania sobre dados públicos do setor, que serão submetidos exclusivamente à legislação do país.</description>
<media:content url="https://www.contextosc.com.br/uploads/images/2026/08/saude-inicia-migracao-de-dados-do-sus-para-nuvem-nacional1786545373.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde iniciou nesta semana uma estratégia desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para ampliar progressivamente a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados, sistemas e serviços digitais de saúde.</p>

<p>Em nota, a pasta informou que o Brasil deve se tornar um dos únicos países com soberania sobre dados públicos do setor e que, pela primeira vez, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) serão armazenados e processados em território nacional, submetidos exclusivamente à legislação brasileira – inclusive à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p>

<p>A iniciativa, segundo o ministério, tem como “primeira grande frente” o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS que reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde.</p>

<h2>O que muda</h2>

<p>Ainda de acordo com o ministério, o Serpro e o Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) vão gerenciar a infraestrututra, denominada Nuvem Soberana do SUS, com acesso exclusivo aos dados armazenados.</p>


<p>“Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde”, informou a pasta na nota.</p>


<p>“Com a Nuvem Soberana, o Ministério da Saúde garante capacidade pública para sustentar o SUS Digital, com menor risco de interrupção de serviços, com mais proteção aos dados – com aumento da governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações”, completou.</p>

<p>Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil</p>

<p></p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:35:00 -0300</pubDate>
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<title>Nova Veneza sedia 1º Encontro Catarinense de Papais Noéis neste fim de semana</title>
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<description>Evento reúne 43 bons velhinhos de quatro estados para workshop de capacitação e desfile com feira de Natal na Praça Humberto Bortoluzzi</description>
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<media:description type="plain">Carlos Eduardo Loch</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p><b>Nova Veneza</b> — O clima natalino vai tomar conta de Nova Veneza nesta sexta-feira, 14 de agosto, e no sábado, 15, com a realização do 1º Encontro Catarinense de Papais Noéis. Promovido pelo idealizador Jailson Figueredo (Jajá Noel) e pela Associação Neoveneziana de Turismo (Anet), em parceria com a Prefeitura, o evento reunirá 43 intérpretes vindos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.</p>
<p>A programação conta com um workshop profissionalizante voltado aos intérpretes do bom velhinho, abordando técnicas de teatro, psicologia, comunicação, estética e gestão de negócios. Além do treinamento, os participantes visitarão restaurantes associados à Anet na sexta à noite e no sábado ao meio-dia, permitindo que moradores e turistas registrem fotos e convivam com os personagens nos estabelecimentos gastronômicos.</p>
<p>O ponto alto das comemorações acontece no sábado, a partir das 18h, na Praça Humberto Bortoluzzi e na Rua Coberta, com o grande encontro aberto ao público, feira de produtos natalinos e apresentações artísticas. A prefeita Ângela Ghislandi, a presidente da Anet, Franciele Mazzorana Zuchinali Ghellere, e a secretária de Cultura, Esporte e Turismo, Izabelle Amboni Destro, destacaram a importância de antecipar a atmosfera natalina para fortalecer o turismo local. O evento conta ainda com uma campanha de arrecadação de alimentos em parceria com o Lions Clube.</p>]]></content:encoded>
<category>Cultura</category>
<dc:creator>Com informações de Patrick Stüpp</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:04:00 -0300</pubDate>
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<title>Feminicídio em Sangão: Mensagens no celular motivaram discussão e morte de estudante universitária</title>
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<description>Delegado aponta que jovem Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, foi morta com golpe de “mata-leão” pelo namorado após descobrir traição; suspeito teve prisão preventiva decretada</description>
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<media:description type="plain">Divulgação</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p><b>Sangão</b> — O assassinato da jovem Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, ocorrido em Sangão, no Sul catarinense, teve motivação ligada a mensagens encontradas no celular do companheiro da vítima. O delegado de Polícia Civil responsável pelas investigações, Murilo Silveira da Cunha, revelou que o suspeito de 20 anos confessou o crime em depoimento e alegou que o casal vivia um relacionamento conturbado.</p>
<p>De acordo com as apurações, o autor teria trocado mensagens com outras mulheres durante um período de rompimento do relacionamento. Ao encontrar os registros no aparelho telefônico, Joviana iniciou uma discussão e tentou deixar o imóvel do suspeito entre a quinta-feira (6) e a sexta-feira (7). Em depoimento, o investigado afirmou que aplicou um golpe de estrangulamento — conhecido como "mata-leão" — com a intenção de apenas desacordá-la e impedir que ela saísse da residência.</p>
<p>O corpo da vítima foi localizado somente na segunda-feira (11), três dias após o crime, após a mãe da jovem estranhar o sumiço e perceber que as mensagens enviadas no sábado (8) não condiziam com o estilo de escrita da filha. Após o feminicídio, o suspeito enrolou o corpo em lençóis e alegou ter consumido remédios controlados e álcool. Ele se entregou à polícia e teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada na terça-feira (12).</p>
<p>O crime causou forte comover na região. Joviana havia ingressado no curso de Ciências Biológicas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, na mesma semana em que foi assassinada. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) organizou um ato de protesto e homenagem na noite de segunda-feira, reunindo dezenas de estudantes e pintando o prédio da entidade em tributo à memória da jovem.</p>]]></content:encoded>
<category>Segurança</category>
<dc:creator>PCSC</dc:creator>
<dc:publisher>ContextoSC Portal de Notícias</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 10:42:00 -0300</pubDate>
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