Orleans – O cenário político do município sofreu uma reviravolta nesta semana. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) determinou a cassação dos mandatos de todos os vereadores eleitos pelo Progressistas (PP) e pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) nas eleições de 2024. A decisão, baseada na comprovação de fraude à cota de gênero, anulou os votos recebidos pelas duas legendas e atinge tanto titulares quanto suplentes.
A medida judicial apontou que os partidos utilizaram "candidatas laranjas" — mulheres inscritas apenas para cumprir a exigência legal de 30% de candidaturas femininas, sem realização efetiva de campanha ou busca por votos. Como consequência, nove vereadores do PP (Alessandra Nogueira Nory, Alexandre Durante Bussolo, Graziela Claudino, Leandro Michel Mattei, Osvaldo Cruzetta, Paulo Roberto Marcolino, Renato Debiasi, Saimon Diego Claudino e Santos Menegasso Neto) e um do PDT (Ronaldo Mazon) foram afastados.
Além da perda dos mandatos, a Justiça declarou a inelegibilidade de quatro candidatas envolvidas no esquema por um período de oito anos. Com a anulação dos votos das chapas, o quociente eleitoral será recalculado e as cadeiras na Câmara Municipal serão redistribuídas entre os demais partidos que disputaram o pleito de forma regular. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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