Orleans – Um tacho de cobre secular, com mais de 100 anos de história, foi furtado do acervo do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, em Orleans. A ausência da peça histórica foi percebida por colaboradores do complexo cultural durante a realização de uma visita guiada nesta sexta-feira (30 de outubro). A principal suspeita das autoridades e da direção é de que o crime tenha ocorrido durante a madrugada anterior (de quinta para sexta-feira).
O utensílio possui formato circular semelhante a uma grande bacia, medindo 1,50 metro de diâmetro por 20 centímetros de altura. Conforme os registros do inventário oficial da instituição, a peça foi adquirida em 1978 — dois anos antes da inauguração do museu, ocorrida em 1980. Um levantamento técnico realizado em 1987 já apontava que o tacho possuía cerca de 70 anos de fabricação à época.
Relevância histórica e apelo à comunidade
A peça histórica era originalmente instalada sobre a fornalha do engenho para ferver a garapa (o caldo da cana-de-açúcar) até atingir o ponto do melado ou do açúcar grosso. O tacho é um dos principais elementos representativos das técnicas artesanais de produção colonial desenvolvidas pelos imigrantes e pioneiros na região do Vale do Braço do Norte e Sul catarinense.
Por se tratar de uma estrutura tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o furto representa uma perda inestimável para a preservação da memória regional.
A direção do Museu ao Ar Livre apela à colaboração de moradores de Orleans e municípios vizinhos para localizar a peça. Informações que auxiliem no paradeiro do tacho podem ser repassadas diretamente à instituição pelo WhatsApp (48) 99904-2739 ou às autoridades policiais locais.
