Brasília – A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) admitiu publicamente que pode deixar o Partido Liberal caso não tenha sua candidatura ao Senado garantida para as eleições de 2026. A declaração ocorre em meio a um cenário de incertezas internas na sigla, gerado principalmente pela transferência do domicílio eleitoral do vereador carioca Carlos Bolsonaro para Santa Catarina e pelos compromissos do governador Jorginho Mello com aliados.
Embora tenha sido a deputada mais votada do estado em 2022, Carol vê seu espaço ameaçado. O PL catarinense enfrenta um "engarrafamento" de candidaturas: além da provável indicação de Carlos Bolsonaro para uma das duas vagas ao Senado, o partido tem um acordo costurado com o Progressistas (PP) para apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin. Essa configuração deixaria De Toni sem lugar na chapa majoritária.
"Se eu não tiver a legenda, infelizmente, ou felizmente, terei que buscar outro caminho", afirmou a parlamentar. Ela revelou ter recebido convites de pelo menos seis partidos, incluindo Novo, MDB, PSD e Avante. Apesar da pressão, o governador Jorginho Mello sinalizou, em evento nesta semana, o desejo de uma "chapa pura" com Carol e Carlos, mas a decisão final passa pelo aval do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, com quem a deputada tem agenda marcada.
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