Florianópolis – O cenário epidemiológico de Santa Catarina exige atenção redobrada da população e das autoridades de saúde. Um novo levantamento divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) aponta que o estado já registra 62.209 focos do mosquito Aedes aegypti em 263 municípios. Os dados, contabilizados até o início de dezembro, revelam que 184 cidades catarinenses já são consideradas infestadas pelo vetor.
O boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES) contabiliza 134.231 notificações de dengue, das quais 25.734 evoluíram para casos prováveis da doença. O quadro se agrava com a confirmação de 21 óbitos, enquanto outros três permanecem sob investigação.
| Macrorregião / Município | Classificação Infestação | Focos |
| LAGUNA (Total) | - | 2.013 |
| TUBARÃO | INFESTADO | 796 |
| IMBITUBA | INFESTADO | 418 |
| BRAÇO DO NORTE | INFESTADO | 298 |
| SÃO LUDGERO | INFESTADO | 208 |
| GRAO PARA | INFESTADO | 142 |
| LAGUNA | INFESTADO | 51 |
| CAPIVARI DE BAIXO | INFESTADO | 26 |
| GRAVATAL | COM FOCOS | 18 |
| IMARUÍ | COM FOCOS | 10 |
| JAGUARUNA | COM FOCOS | 10 |
| PEDRAS GRANDES | COM FOCOS | 9 |
| SANGÃO | COM FOCOS | 9 |
| ARMAZÉM | COM FOCOS | 8 |
| RIO FORTUNA | COM FOCOS | 5 |
| PESCARIA BRAVA | COM FOCOS | 2 |
| SÃO MARTINHO | COM FOCOS | 2 |
| SANTA ROSA DE LIMA | COM FOCOS | 1 |
| TREZE DE MAIO | SEM FOCOS | 0 |
Segundo João Augusto Fuck, diretor da DIVE, o avanço das doenças é impulsionado por uma combinação de fatores climáticos e comportamentais. “O enfrentamento é complexo: não basta eliminar criadouros, é preciso manter a vigilância permanente. A dengue já faz parte do nosso cenário epidemiológico e demanda uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade”, alerta.
Explosão de casos de Chikungunya
Além da dengue, o informe traz um dado alarmante sobre a febre chikungunya. Foram registradas 2.799 notificações, com 840 casos prováveis e quatro óbitos confirmados. O número representa um salto de 577,4% em relação ao mesmo período de 2024. A doença, também transmitida pelo Aedes, pode causar dores articulares crônicas e graves complicações.
Como prevenir
A eliminação dos criadouros segue sendo a única forma eficaz de combate. Confira as principais orientações:
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Água parada: Evite acúmulo em pneus, garrafas e latas.
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Limpeza: Mantenha lixeiras tampadas, piscinas tratadas e calhas limpas.
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Animais: Lave os potes de água dos pets com bucha e sabão semanalmente.
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Plantas: Coloque areia nos pratos de vasos e verifique bromélias.
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