São Ludgero — Com o propósito de fortalecer os fluxos intersetoriais e garantir um acolhimento técnico, humanizado e seguro às vítimas ou testemunhas de violência, a Prefeitura de São Ludgero realizou uma capacitação intensiva voltada à identificação, acolhida e encaminhamento de casos de violência contra crianças e adolescentes. O treinamento foi distribuído em duas etapas complementares nos dias 14 e 15 de setembro de 2026.
A ação foi estruturada de forma conjunta pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), pelo Comitê da Escuta Protegida e pela Secretaria Municipal de Administração, Finanças e Desenvolvimento Econômico, com investimento custeado integralmente pelo Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). As oficinas e palestras foram conduzidas pela psicóloga Dra. Juliana Gomes Fiorott (CRP 12/16611), doutora em Psicologia e especialista em acolhimento institucional e interface com o direito e serviço social.
A programação foi organizada de forma segmentada para contemplar diferentes papéis dentro do ecossistema de proteção social:
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Acolhida da Revelação Espontânea: Realizada na tarde de segunda-feira (14), no Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann, reuniu profissionais de todas as áreas de atendimento do município (educação, saúde, assistência social e serviços complementares) para orientar sobre a postura adequada e sem julgamentos no momento em que a criança ou o jovem relata uma situação de violação.
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Escuta Especializada: Ocorrida ao longo de toda a terça-feira (15), no auditório do SAMAE, foi focada exclusivamente nos técnicos de referência das unidades municipais, responsáveis diretos pelos procedimentos formais de escuta protegida previstos na legislação federal.
Desenvolvida de maneira ininterrupta em São Ludgero desde 2019, a formação visa atualizar protocolos e combater a revitimização — processo traumático gerado pela repetição sucessiva do relato de violência perante múltiplos órgãos. A presidente do CMDCA, Romelania Alexandre Raduvanski, frisou o papel preventivo da iniciativa: "Por trás de cada palavra de uma criança, pode existir uma história que precisa ser acolhida. Quando escutamos com cuidado, respeito e sem julgamentos, nos tornamos parte ativa da proteção. Essa capacitação contínua mostra que São Ludgero não abre mão de ter profissionais altamente qualificados para agir com responsabilidade", declarou.
