ARARANGUÁ – Um homem de meia-idade foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (22) em Araranguá, no Sul do Estado, após circular pelas ruas da cidade com símbolos nazistas e mensagens de incitação à violência estampados em seu veículo, um Chevrolet Classic. A prisão ocorreu após o carro sofrer uma pane mecânica e ser deixado estacionado em via pública, o que permitiu que moradores visualizassem os adesivos e acionassem a Polícia Militar.
No vidro traseiro do automóvel, havia uma suástica nazista de grandes dimensões, acompanhada da frase "Brasil Guerra Civil Já" e das bandeiras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A combinação de símbolos de ódio com discurso separatista e golpista chamou a atenção das autoridades.
Confissão e Alertas Ignorados
O proprietário do veículo foi identificado com o auxílio de câmeras de segurança, que registraram o momento em que ele abandonou o carro trancado. Ao ser localizado e conduzido à delegacia, ele não negou os fatos.
Em depoimento ao delegado Adriel Alves, responsável pelo caso, o homem confessou ser o dono do automóvel e admitiu ter encomendado e colado os adesivos por vontade própria. Ele revelou ainda que familiares já o haviam alertado sobre a gravidade do ato e as possíveis consequências legais, mas que decidiu ignorar os conselhos e manter a propaganda criminosa.
Contexto e Legislação
O suspeito foi autuado em flagrante com base no artigo 20, § 1º, da Lei do Racismo (Lei 7.716/89), que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos e multa para quem "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo". Ele aguarda audiência de custódia na Central de Flagrantes.
Este não é um caso isolado na região. Santa Catarina tem registrado um aumento no número de inquéritos policiais envolvendo apologia ao nazismo nos últimos anos. Operações recentes da Polícia Civil já desarticularam células extremistas em diversas cidades, apreendendo materiais de propaganda e armas, o que mantém as forças de segurança em alerta máximo para esse tipo de ocorrência.
Comentários: